sexta-feira, 29 de abril de 2016


Maria e o Rosário em maio

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)


Ao iniciar o mês de Maio, a tradição católica nos remete a Maria, cujo mês é a ela dedicado. Aqui na Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Penha, iniciaremos este mês com uma grande concentração do movimento “terço dos homens”, que congrega milhares de homens em quase todas as paróquias da cidade. A tradição do terço mariano deve ser retomada com mais entusiasmo e piedade tanto pessoalmente, como em família ou na comunidade. Aproveitemos o mês de maio, mês de Maria, para fazer do Rosário a oportunidade de contemplar os mistérios de nossa salvação junto com Maria, nossa mãe.
No Santo Rosário, temos a oração mariana mais recomendada pela Igreja ao longo dos séculos. A piedade mostra-nos um resumo das principais verdades da fé cristã; através da consideração de cada um dos mistérios, a Santíssima Virgem ensina-nos a contemplar a vida do seu Filho. Em alguns deles, Maria tem certo destaque; em outros fala-nos do Senhor, mas, mesmo sendo uma devoção de cunho mariano o Santo Rosário é completamente Cristológico. Maria fala-nos sempre do Senhor: da alegria do seu nascimento, da sua vida pública, da sua morte, da sua ressurreição e da ascensão gloriosa.
O nome Rosário vem do latim rosarius – relativo às rosas, e foi chamado assim devido à prática popular de coroar Maria com rosas no final do saltério. O valor espiritual do Rosário consiste na característica de ser uma oração simples e profunda. Uma oração contemplativa que educa o espírito humano à meditação dos mistérios da vida de Cristo, e sua intrínseca relação à compaixão de Maria nos momentos de alegria e de dor. Uma oração catequética, pois apresenta e ensina, com um método simples, o núcleo do conteúdo da fé católica. Uma oração que respeita os ritmos da vida, uma vez que harmoniza a disposição corporal com o movimento do espírito que, por sua vez, produz frutos de paz e serenidade diante das tribulações da vida. Uma oração criativa que ajuda comparar os nossos sentimentos com os de Cristo durante a meditação de cada passo, desde o mistério da Encarnação até o mistério da Ressurreição. E, por fim, uma oração que introduz a liturgia por sua natureza comunitária, cristocêntrica e bíblica. É nesse sentido que o Papa Paulo VI diz na sua Exortação Apostólica Marialis Cultus: “O rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica” (MC 61).
O Concílio Ecumênico Vaticano II pede “a todos os filhos da Igreja que promovam generosamente o culto à Bem-aventurada Virgem, que deem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo Magistério no curso dos séculos” (Lumen Gentium, 67). Sabemos bem com que insistência a Igreja sempre recomendou a oração do Santo Rosário. Concretamente, é “uma das mais excelentes e eficazes orações em comum que a família cristã é convidada a rezar” (Marialis Cultus, 54). 
O Rosário em família é uma fonte de bens para todos, pois atrai a misericórdia de Deus sobre o lar. Dizia São João Paulo II: “Tanto a recitação do Ângelus como a do Terço devem ser para todo o cristão e muito mais para as famílias cristãs como que um Oásis espiritual no decorrer do dia, para ganharem coragem e confiança” (Ângelus em Otranto, 05/10/1980). E, ainda, insistia São João Paulo II: “conservai zelosamente esse terno e confiado amor à Virgem que vos caracteriza. Não o deixeis esfriar nunca. Sede fiéis aos exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Ângelus, o mês de Maria, e, de modo muito especial, o Terço. Oxalá ressurgisse o belo costume de rezar o terço em família”! (Homilia de 12/10/1980).
São João Paulo II vai dizer na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae: “O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2, 14). Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projeto de vida. Além disso, devido ao seu carácter meditativo, com a serena sucessão das “Ave Marias”, exerce uma ação pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira, que é um dom especial do Ressuscitado (Jo 14, 27; 20, 21)” (Rosarium Virginis Mariae, 40).
Quanto aos mistérios e a suas distribuições conforme cada dia, nos diz a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae: “O Rosário pode ser recitado integralmente todos os dias, não faltando quem louvavelmente o faça. Acaba assim por encher de oração as jornadas de tantos contemplativos, ou servir de companhia a doentes e idosos que dispõem de tempo em abundância. Mas é óbvio – e isto vale com mais forte razão ao acrescentar-se o novo ciclo dos mysteria lucis – que muitos poderão recitar apenas uma parte, segundo uma determinada ordem semanal. Esta distribuição pela semana acaba por dar às sucessivas jornadas desta uma certa “cor” espiritual, de modo análogo ao que faz a Liturgia com as várias fases do ano litúrgico. Segundo a prática corrente, a segunda e a quinta-feira são dedicadas aos “mistérios da alegria”, a terça e a sexta-feira aos “mistérios da dor”, a quarta-feira, o sábado e o domingo aos “mistérios da glória”. Onde se podem inserir os “mistérios da luz”? Atendendo a que os mistérios gloriosos são propostos em dois dias seguidos –sábado e domingo – e que o sábado é tradicionalmente um dia de intenso carácter mariano, parece recomendável deslocar para ele a segunda meditação semanal dos mistérios gozosos, nos quais está mais acentuada a presença de Maria. E assim fica livre a quinta-feira precisamente para a meditação dos mistérios da luz”. (Rosarium Virginis Mariae, 38).
Neste Ano Santo Jubilar da Misericórdia somos chamados a redescobrir a oração do Rosário como uma obra de misericórdia para com os doentes, os moribundos, os que vivem em situações de risco ou mesmo aqueles que vivem titubeando na fé. Observamos, com júbilo, crescer o movimento de “Reza do Terço nas praças”. Rezar o terço nos logradouros públicos é uma eloquente manifestação pública de devoção mariana e de pertença a Cristo Rei do Universo. 
Que tenhamos cada vez mais grupos que, rezando nas praças, nas comunidades, nas famílias e nas nossas paróquias, possam fortalecer a sua fé, cientes de que “por Maria chegamos ao Seu Filho Jesus Cristo!” Que a Virgem Maria nos ilumine e faça que aprendamos este grande meio de devoção para chegar ao seu coração e, assim, ao seu Amado Filho, Nosso Senhor. Que em cada Terço rezado, coloquemos as intenções pela Igreja, pela paz e pelas famílias. 
Virgem do Rosário, velai por nós! Amém.
Fonte: CNBB

Comitiva da Repam visita Guiana

O arcebispo emérito de São Paulo (SP) e presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), cardeal Cláudio Hummes, liderou uma comitiva que visitou a Guiana, nos últimos dias. A ida ao país localizado ao norte de Roraima teve o objetivo de articular o envolvimento na Rede. Na ocasião, foi apresentada a proposta da encíclica Laudato Si' - sobre o cuidado da casa comum.
“Nossa viagem foi de articulação, para convidar as comunidades católicas e o bispo a se articularem, a fazerem rede com a Repam. Houve muito interesse. Eles já tinham ouvido falar sobre o nosso trabalho na Amazônia brasileira, mas tinham poucas notícias. Havia um grupo de leigos que se interessou muito; tivemos bons encontros, com palestras, celebrei missas em todos os lugares”, conta dom Cláudio Hummes.
A Guiana é a única nação sul-americana a ter o inglês como idioma oficial. Independente desde 1966, tornou-se uma república em 23 de fevereiro de 1970. De acordo com a assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Maria Irene Lopes dos Santos, que acompanhou a visita com o cardeal, a questão do idioma é um desafio na articulação com a rede, que possui integrantes de língua portuguesa e espanhola. Também esteve na visita o secretário executivo da Repam, Maurício Lopez.

O país

Colonizado por holandeses e depois pela Inglaterra, a Guiana possui somente a diocese de Georgetown, capital do país. Dom Cláudio Hummes relata que o bispo local, dom Francis, beneditino nascido em Trinidad y Tobago, conta com vinte padres, a maioria estrangeiros, muitos deles jesuítas indianos. “Quando a escravatura foi abolida, os ingleses levaram os indianos para trabalhar lá. Há também negros, descendentes de escravos africanos e os chamados ameríndios. A população é muito variada e com problemas de convivência”, afirma o presidente da Repam.
O cardeal Cláudio Hummes ressalta, porém, que “o povo é muito carinhoso e muito religioso também”. Em relação à Igreja, a caracterizou como “valente”, indicando que a atuação dos missionários jesuítas, nas savanas e florestas, é de muita dedicação. “Interessante é que as comunidades indígenas, católicas, têm muito pouca invasão de Igrejas evangélicas, porque os padres estão muito presentes”, sublinha.
Irmã Irene disse que as comunidades recebiam a comitiva da Repam com muita alegria, com ramos nas mãos às margens das estradas. Em uma comunidade indígena, o cardeal conduziu nove batizados.

Repam acendeu o 'fogo'

O bispo local, dom Francis, falou ao cardeal Cláudio Hummes que o grupo da Repam conseguiu “acender o ‘fogo’ e o interesse pela questão da Amazônia”, além de tornar possível a articulação maior entre os bispos e “toda a grande Amazônia dos nove países que a compõem”, disse o beneditino. 

Atuação da Repam

A Repam quer ser um serviço, um esforço conjunto, uma expressão de comunhão e solidariedade, um reforço na Pastoral para melhor defender, promover e cuidar da vida, da criação, dos povos e comunidades da Amazônia com suas culturas, sua fé, sua religiosidade, seus valores. Ela se propõe a unir forças, criar caminhos de diálogo, cooperação e articulação, uma confluência de esforços das Igrejas locais, congregações religiosas, instituições eclesiais e do laicato, e organizações afins, com voz profética e ao serviço da vida, da criação, dos pobres e do bem comum. A Repam quer acolher e envolver em rede as muitas organizações, entidades, pessoas, grupos, que demonstram solidariedade e interesse pela defesa e pelo cuidado da Amazônia.
Com informações da Rádio Vaticano
Fonte: CNBB

CNBB saúda padre Hélio Pereira dos Santos

Sacerdote foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador (BA)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) saúda padre Hélio Pereira dos Santos, nomeado no dia 27 de abril, pelo papa Francisco, bispo Titular de “Tiava” e auxiliar da arquidiocese de Salvador (BA). 
Na mensagem assinada pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Conferência deseja “um abençoado ministério junto ao Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, que contará com mais um colaborador a serviço da evangelização da arquidiocese”.
Leia na íntegra a mensagem: 
Saudação ao Padre Hélio Pereira dos Santos
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB congratula-se com o Revmº. Padre Hélio Pereira dos Santos, nomeado hoje, 27 de abril, pelo Papa Francisco, Bispo Titular de “Tiava” e Auxiliar da Arquidiocese de Salvador –BA.
Padre Hélio nasceu na Cidade de Pão de Açúcar – AL. Recebeu a ordenação diaconal em 27 de dezembro de 1995 e sacerdotal, em 19 de dezembro de 1996. Cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano de Maceió e Teologia na Pontifícia Universidade Católica - PUC-RJ. Possui licenciatura em Letras e pós-graduação em História e em Ensino de Língua Inglesa. 
Acolhemos o Revmº. Padre Hélio Pereira como novo membro da CNBB e lhe desejamos um abençoado ministério junto ao Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, que contará com mais um colaborador a serviço da evangelização da Arquidiocese. 
 A intercessão da Virgem Maria junto a Jesus alcance para este nosso irmão as graças necessárias para a fecundidade de sua nova missão.
Com nossas preces,
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Saudação da CNBB ao novo bispo de Palmas-Francisco Beltrão

Padre Edgar Xavier Ertl, atualmente, é superior da Província “Nossa Senhora Conquistadora”
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cumprimenta o padre Edgar Xavier Ertl, SAC, atualmente superior da Província “Nossa Senhora Conquistadora”, dos Palotinos, em Santa Maria (RS), nomeado pelo papa Francisco, em 27 de abril, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR). 
Em mensagem, a Conferência “deseja que, junto à Igreja Particular de Palmas-Francisco Beltrão, seja um pastor misericordioso com o Povo de Deus a ele confiado, testemunhando a alegria do amor do Pai”. O texto é assinado pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
Leia a íntegra a mensagem: 
Saudação ao Padre Edgar Xavier Ertl
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB alegra-se com decisão do Papa Francisco de nomear hoje, 27 de abril, Bispo de Palmas-Francisco Beltrão – PR o Revmº. Sr. Padre Edgar Xavier Ertl, SAC, atualmente superior da Província “Nossa Senhora Conquistadora”, dos Palotinos, em Santa Maria –RS.
Padre Edgar Ertl é natural de Nova Prata do Iguaçu –PR. Ingressou no Seminário São Vicente Pallotti, dos Padres e Irmãos Palotinos, em 1985. Cursou Filosofia e Teologia, no Instituto de Filosofia e Teologia Santa Maria. No ano de 1991, fez o noviciado, no Seminário Rainha dos Apóstolos, em Cascavel (PR). Recebeu a ordenação diaconal aos 29 de junho de 1996 e a ordem do presbiterado, em dezembro do mesmo ano. É mestre em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. 
A CNBB recebe o Padre Edgar Xavier como membro do episcopado brasileiro e deseja que, junto à Igreja Particular de Palmas-Francisco Beltrão, seja um pastor misericordioso com o Povo de Deus a ele confiado, testemunhando a alegria do amor do Pai. 
Que o Senhor Bom Jesus, padroeiro desta Diocese, dê a ele as forças necessárias para a caminhada no episcopado. 
Com nossas preces,
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Quem me ama guarda a minha palavra

om Caetano Ferrari
Bispo de Bauru


No Evangelho do domingo passado, João falava do novo céu e da nova terra como morada de Deus. No de hoje - Jo 14, 23-29 – prossegue narrando que Jesus disse a seus discípulos: “Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós (Eu e o Pai) viremos e faremos nele a nossa morada”. De novo aparece a palavra “morada”, agora aplicada aos homens. As coisas, terra e céu, e as pessoas se tornam morada de Deus quando elas acolhem o amor e vivem segundo o novo mandamento do amor. Onde existe o amor divino e fraterno tudo se torna novo, tudo vira morada de Deus.  Jesus continua dizendo que o Pai, a seu pedido, enviará e deixará na pessoa que o ama o Espírito Santo, que recordará tudo o que Ele tem dito. Guardar as palavras de Jesus no coração é demonstrar amor a Ele e criar no seu interior as condições para receber a paz que o mundo não é capaz de dar. Por isso, Jesus afirma aos discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; embora não a dê como o faz o mundo”. A paz que Jesus dá vem do seu amor e produz uma alegria verdadeira, conforme suas palavras: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração... Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai”. Três palavras se repetem sinalizando serem muito importantes, uma que já foi dita acima; são: morada, novo e amor. Dentre estas, a mais importante é o amor. O amor faz tudo ser novo, o mundo com todas as coisas, o homem todo e todos os homens, as estruturas sociais, a Igreja, a história, a vida, e, por conseguinte, transforma todas as coisas e todas as pessoas na morada de Deus. A proposta evangélica do mandamento novo é uma proposta de vida nova que se tece no amor. A vida nova em Cristo que recebemos desde o nosso batismo consiste em amar como Jesus amou. Deste modo, com estes destaques, estou focalizando a mensagem evangélica da Missa de hoje. 
Preciso continuar uma reflexão que venho fazendo a conta-gotas. Tenho dito que nós cristãos precisamos defender as nossas verdades da fé cristã, não por serem nossas, nem novas nem velhas, mas por serem verdades, que estão sendo esquecidas ou que pouco ou nada contam na vida de hoje. Acompanho aqueles que dizem que precisamos voltar ao Catecismo. Com isso é preciso, sim, combater o pensamento da pós-modernidade, tido como politicamente correto pela sociedade burguesa, consumista, hedonista, o qual se baseia na ideia de que não há mais verdades que devem ser aceitas nem por todos nem por inteiro, senão por aqueles que livremente a elas aderirem no todo ou na parte que melhor lhes aprouver, e que tudo parece ser provisório, descartável, líquido. Então, dever-se-á admitir a liberdade individual para cada pessoa redigir o seu código pessoal de verdades, crenças, valores, princípios, aceitando como exceção obedecer a algumas regras mínimas de conduta social que garantam uma conveniente convivência interpessoal pacífica, a fim de que cada um possa tirar o melhor proveito da vida, levar a maior vantagem possível na vida, alcançar no mais alto grau a satisfação dos seus interesses para o bem de sua vida e da dos seus. Essa filosofia moderna na aparência, mas velha na ambição, tem diversos nomes: relativismo, individualismo, materialismo, secularismo, liberalismo, e outros ismos. No fundo, é puro egoísmo, idolatria contra o primeiro mandamento, está na base do pecado original. Pessoas que pensam assim fazem parte dos estratos mais instruídos da sociedade. Mesmo os que não sejam muito instruídos, atraídos que são pela miragem das promessas, se deixam levar por eles e todos juntos se organizam em diferentes frentes de atuação nos setores estratégicos de influência da sociedade. Apresentam-se como progressistas, modernos, protagonistas de ideias e comportamentos avançados, os inspirados construtores de um mundo finalmente emancipado e livre, de uma sociedade nova pós-cristã e de uma vida autônoma e feliz.  
Quando a Igreja levanta a sua voz para proclamar do alto dos telhados o Evangelho da vida, anunciar Jesus Cristo, convidar à fé em Deus, ao arrependimento dos pecados e à conversão, à observância dos mandamentos divinos e à prática das obras de misericórdia em favor dos pobres e sofredores, ela é chamada de conservadora, fundamentalista, atrasada. Apelam para a laicidade, mas que é laicismo da pior qualidade (outro ismo), para dizer que a Igreja não deve se meter nestas coisas do estado nem dos direitos e liberdades das pessoas. É evidente que não só é direito como dever da Igreja levantar a sua voz para criticar e até mesmo condenar se for o caso a pauta predileta de políticas públicas que esses pensadores secularistas modernos querem impingir sobre a sociedade, como por exemplo: direito ao aborto, descriminalização das drogas, educação sexual nas escolas, ideologia de gênero, uso de embriões humanos para experiências em laboratório, ditadura do mercado livre ou do estado totalitário, primazia do dinheiro sobre o político e social, etc. No âmbito da política, o ideário dessa filosofia progressista atravessa todo o espectro da política partidária, da esquerda à direita, naturalmente acomodada ou interpretada segundo os interesses e objetivos de cada corrente de pensamento.      
O magistério da Igreja constata que a crise cultural do mundo de hoje está visível na crise dos valores, a qual explica a crise política, econômica e financeira pelas quais muitos países estão passando. Essa crise, diz a Igreja: “interpela a todos, pessoas e povos, a um profundo discernimento dos princípios e dos valores culturais e morais que estão na base da convivência social”. Voltar aos fundamentos da fé cristã e da doutrina social da Igreja é absolutamente importante. A Igreja repropõe o amor como a chave para o desenvolvimento integral do homem e de todos os homens. Assim se lê no nº 582 do Compêndio da Doutrina Social da Igreja: “Para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa, é necessário revalorizar o amor na vida social – no plano político, econômico, cultural – fazendo dele a norma constante e suprema do agir”. O documento cita o Papa São João Paulo II que disse que “Só uma humanidade onde reine a civilização do amor poderá gozar de uma paz autêntica e duradoura”. E no 583 repete estas palavras do Papa: “Só a caridade pode transformar completamente o homem”. 

Fonte CNBB



Jovens de Nova Cruz participaram do Jubileu dos Crismandos



Jovens crismandos da Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz e Lagoa d'Anta participaram no último domingo, dia 24, de mais uma atividade como parte da programação do Ano da Misericórdia, Jubileu dos Crismandos. O Jubileu foi pela Arquidiocese de Natal e aconteceu na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Canguaretama que acolheu jovens de várias paróquias.





Foto: Irmã Terenice Bôas - FDC


Paróquia de Nova Cruz realizará Comemorações alusiva ao Dia Mundial das Comunicações


A Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz e Lagoa d'Anta, realizará diversas atividades realizará Comemorações alusiva ao Dia Mundial das Comunicações. A programação terá inicio dia 30 de abril, com missa às 19 horas, na Igreja de São Sebastião, com abertura do mês catequético. logo após a missa acontecerá a Feira das Pastorais, com exposição nos standes das pastorais, movimentos, serviços e comunidades, onde irão expor o trabalho que realiza, além de serviço de lanchonete e música ao vivo, com DJ Diogo. 

A programação prossegue no domingo, dia primeiro de maio, com a Caminhada do Trabalhador, saindo às 18h30, da praça de São Sebastião, até a Igreja Matriz, onde haverá missa às 19h30, com abertura do mês mariano e missa da comunicação. 

Com o tema: "COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA, O ENCONTRO FECUNDO", a Igreja Católica celebrar o 50º Mundial das Comunicações Sociais, no dia 8 de maio, mas na Arquidiocese de Natal, as comemorações acontecerão dia primeiro de maio, com abertura para o mês mariano. 



Missa da Comunicação

 Feira das Pastorais

terça-feira, 26 de abril de 2016

Padre Adelson é eleito presidente da Comissão Nacional de Presbíteros

Da esq.: Pe. Jonerikson, Pe. Alcimário, Pe. Adelson e Pe. Sílvio (Foto: cedida)


O Padre José Adelson da Silva Rodrigues, da Arquidiocese de Natal, foi eleito, no sábado, 23, presidente da Comissão Nacional de Presbíteros. A escolha aconteceu durante o 16º Encontro Nacional de Presbíteros, que acontece em Aparecida (SP), de 20 a 25 de abril, reunindo cerca de 550 sacerdotes, de todos os estados do Brasil. O evento é promovido pela Comissão Nacional dos Presbíteros e pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Padre Adelson sucederá, na Comissão, Padre Anselmo Matias Linberger, de São Paulo. O mandato da Comissão é de quatro anos. Padre Adelson é pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Santo Antônio; coordenador da Pastoral Presbiteral e representante do clero da Arquidiocese de Natal no Regional Nordeste 2, da CNBB.

Além dele, a Arquidiocese de Natal está representada, no 16º Encontro Nacional de Presbíteros, pelos Padres Alcimário Pereira, Jonerikson Gomes e José Sílvio de Brito.


Jovens de Nova Cruz participaram do Jubileu dos Crismandos



Jovens crismandos da Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz e Lagoa d'Anta participaram no último domingo, dia 24, de mais uma atividade como parte da programação do Ano da Misericórdia, Jubileu dos Crismandos. O Jubileu foi pela Arquidiocese de Natal e aconteceu na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Canguaretama que acolheu jovens de várias paróquias.





Foto: Irmã Terenice Bôas - FDC


Paróquia de Nova Cruz realizará Comemorações alusiva ao Dia Mundial das Comunicações


A Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz e Lagoa d'Anta, realizará diversas atividades realizará Comemorações alusiva ao Dia Mundial das Comunicações. A programação terá inicio dia 30 de abril, com missa às 19 horas, na Igreja de São Sebastião, com abertura do mês catequético. logo após a missa acontecerá a Feira das Pastorais, com exposição nos standes das pastorais, movimentos, serviços e comunidades, onde irão expor o trabalho que realiza, além de serviço de lanchonete e música ao vivo, com DJ Diogo. 

A programação prossegue no domingo, dia primeiro de maio, com a Caminhada do Trabalhador, saindo às 18h30, da praça de São Sebastião, até a Igreja Matriz, onde haverá missa às 19h30, com abertura do mês mariano e missa da comunicação. 

Com o tema: "COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA, O ENCONTRO FECUNDO", a Igreja Católica celebrar o 50º Mundial das Comunicações Sociais, no dia 8 de maio, mas na Arquidiocese de Natal, as comemorações acontecerão dia primeiro de maio, com abertura para o mês mariano. 



Missa da Comunicação

 Feira das Pastorais