quarta-feira, 20 de maio de 2015

Celam divulga mensagem final da Assembleia


Durante a 35ª Assembleia Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), realizada de 12 a 15 de maio, em Santo Domingo, República Dominicana, foi divulgada a mensagem final, assinada pelo arcebispo de Bogotá e novo presidente do Celam, cardeal Rubén Salazar Gómez. O texto é dirigido aos bispos, presbíteros, diáconos permanentes, consagrados (as), leigos (as) da América Latina e Caribe. Entre os assuntos abordados na mensagem, está a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), criada “para responder de maneira eficaz e orgânica aos desafios da Amazônia”. Leia, na íntegra, a mensagem: 
  MENSAGEM DA XXXV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO CONSELHO EPISCOPAL LATINOAMERICANO (CELAM)
Santo Domingo (República Dominicana), 12 a 15 de maio de 2015
Aos Bispos, presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas do povo católico que peregrina como Igreja na América Latina e Caribe:
  1. Reunidos para celebrar a XXXV Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-americano CELAM, na cidade de Santo Domingo, nos dias 12 a 15 de maio de 2015, enviamos-lhes nossa saudação com a alegria que brota da Palavra da Vida que se manifestou a nós (Cf. 1Jo 1, 1).
  2. A comemoração dos 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, dos 60 anos de existência do CELAM, a próxima beatificação de Mons. Oscar Arnulfo Romero e dos três presbíteros missionários que deram sua vida como mártires na América Latina: Michele Tomaszek, Zbigneo Strzalkowski y Alessandro Dordi; assim como a expectativa da próxima visita do Papa Francisco ao nosso continente, constituem o contexto propício para assumir, com gratidão e esperança, os novos desafios que se apresentam às nossas Igrejas Particulares.
  3. A experiência fraterna vivida durante esses dias nos permitiu, como discípulos-pastores, compartilhar a mesma fé e o mesmo sentimento, no firme compromisso de anunciar a Jesus Cristo vivo e misericordioso. Assim o apresenta a nossa caminhada eclesial dos últimos quatro anos e assim o testemunhamos com a disponibilidade para servir em comunhão.
  4. Nosso coração acolheu a Palavra de Deus, e celebramos a Eucaristia, como fontes que animam toda nossa reflexão pastoral sobre a realidade e nos permitem discernir e agir em sintonia com o Plano de Deus. Recebemos essa Palavra numa nova tradução do CELAM: o Novo Testamento da “Bíblia da Igreja na América” (BIA). Ela ressoou com força e audácia, para recordarmos a urgência de animar a cultura do encontro, que evidencie a presença encarnada de Deus que é Mistério de comunhão (cf. Evangelii Gaudium 220). Essa mesma Palavra nos consola e nos faz dizer-lhes que não estão sozinhos, que caminhamos como pastores com vocês, compartilhando suas alegrias e tristezas.
  5. Agradecemos o serviço da presidência e equipe de direção do quadriênio 2011-2015, e, com o mesmo espírito, elegemos alguns dos nossos irmãos bispos para que, com generosidade e intrepidez, assumam a tarefa de dirigir o CELAM, anunciando o Evangelho e vivendo em comunhão eclesial, durante os próximos quatro anos, 2015-2019.
  6. Nestes dias, sentindo a fé e a oração solidária de nossas irmãs e irmãos latino-americanos e caribenhos, identificamos os grandes desafios que interpelam nosso peregrinar e os propusemos como tarefa do CELAM no novo período que se inicia. Em particular, continuaremos apoiando, com renovado esforço, a Missão Continental, e continuaremos convidando todas as Igrejas Particulares a viver uma autêntica “conversão missionária” (cf. EG 30). À luz do Concílio Vaticano II, de Aparecida e do Magistério do primeiro Papa latino-americano, queremos ser, cada vez mais, uma Igreja que, como Povo de Deus, seja missionária, misericordiosa e samaritana (cf. EG 114). Uma Igreja chamada a ser um “hospital de campanha” que acolhe e serve a todos os que a sociedade descarta e rejeita (cf. EG 195). Uma “Igreja em saída”, centrada em Cristo e descentralizada, para ir ao encontro das periferias. Uma Igreja fiel à sua missão que colabora com as pessoas de boa vontade na construção de uma sociedade mais justa e solidária.
  7. Expressando de forma concreta esta colaboração, acolhemos e respaldamos com esperança a criação da Rede Eclesial Panamazônica (REPAM), para responder de maneira eficaz e orgânica aos desafios da Amazônia, “fonte de vida no coração da Igreja”. Isso nos anima a “criar consciência nas Américas sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade” (DAp 475) e a assumir juntos a responsabilidade pela missão eclesial nessa região.
  8. Convidamos a todos para fortalecer nosso sentido de pertença ao CELAM e a valorizar ainda mais sua identidade e missão. Reconhecemos nele um verdadeiro dom de Deus e um patrimônio eclesial. A melhor maneira de agradecer por esses 60 anos de caminho é acolher o serviço de comunhão que ele promove, o magistério que oferece e as experiências pastorais que impulsiona.
  9. Mantenhamo-nos na fecunda experiência missionária que foi suscitada pela V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho de Aparecida. Renovemos nosso empenho para levar os outros ao encontro com Jesus Cristo e acompanhemos esses processos discipulares portadores de esperança para a sociedade.
  10. Em cada um de nossos países, a Virgem Maria acompanha e sustenta os discípulos missionários de Jesus. A Nossa Senhora de Altagracia, mãe do povo dominicano, entregamos com gratidão a vida da Igreja que nos acolheu nesses dias com tanta generosidade, e a ela confiamos também o futuro de nossas comunidades para que sejam, à semelhança dela, bem-aventuradas porque creram (cf. Lc 1, 45).
Santo Domingo, 15 de maio de 2015.
Cardeal Rubén Salazar GómezArcebispo de Bogotá, Colômbia
Presidente

Diocese de Mossoró ordena diáconos transitórios e permanentes



Desde que dom Mariano Manzana assumiu a diocese de Mossoró (RN), em 2004, manifestou o desejo de estudar  a implantação do Diaconato Permanente. No próximo domingo, dia 24, quatro seminaristas serão ordenados diáconos transitórios e outros três diáconos permanentes.
Serão diáconos transitórios os seminaristas Deivid Franklin, Demétrio Júnior Freitas, Davi de França e Gláudio Fernandes Costa; e os permanentes serão George Carlos da Silva, da paróquia São João Batista, e Jorge Luiz Torres e Luiz Alberto Paiva, da paróquia de Apodi.
Segundo o diácono permanente Luís Alberto de Paiva, a iniciativa irá fortalecer “Igreja particular com o serviço fundamentado na caridade, na Palavra e na Liturgia”. Para o futuro diácono da diocese de Santa Luzia (RN), Jorge Luís Torres, esta é uma nova etapa na qual é convidado a cumprir o desejo de Deus. “Vocação é um dom de Deus, não se trata de um direito, mas da gratuidade de Deus, onde servirei à Igreja na Diaconia da Liturgia, da Palavra, da caridade em comunhão com a Igreja”, reforça.
Diaconato
Durante a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP) de 15 a 24 de abril, o episcopado divulgou uma mensagem aos mais de 3,4 mil diáconos permanentes do Brasil que atuam em 160 dioceses. O texto recorda os 50 anos da restauração do Diaconato Permanente, ocorrida durante o Concílio Ecumênico Vaticano II.
Escola Diaconal
A Escola Diaconal vai chegar no município Pau dos Ferros (RN) para atender toda a região com aulas gratuitas aos sábados. O curso terá duração de quatro anos, com os seguintes requisitos: idade mínima de 35 anos para casados (na data de ordenação) e consentimento da esposa; 25 anos para solteiros (na data de ordenação). Lembrando que o candidato a diácono permanente solteiro não pode casar e nem ser padre.
Tanto solteiros como casados devem ser indicados pelo padre e aceitos pelo bispo, além de fazer parte de alguma pastoral. No momento oportuno as fichas de inscrição serão enviadas às paróquias. A diocese solicita aos padres que incentivem as vocações diaconais e divulguem a Escola Diaconal.
Com informações da diocese de Mossoró

Nomeados três novos bispos para o Brasil



O papa Francisco nomeou hoje, 20, padre Paulo Jackson Nóbrega de Souza (foto, à esquerda) como bispo da diocese de Garanhuns (PE). Ao acolher o pedido de renúncia de dom Alcimar Caldas Magalhães, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico, por motivo de idade, o papa nomeou dom Adolfo Zon Pereira (ao centro da foto), como bispo de Alto Solimões (AM), onde já exercia a função de coadjutor.
Francisco também acolheu o pedido de dom Diamantino Prata de Carvalho de poder contar com um coadjutor na diocese de Campanha (MG), nomeando para o cargo dom Pedro Cunha Cruz (foto, à direita), que foi transferido da sede titular de “Agbia” e do ofício de auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ).
 Padre Paulo Nóbrega
 Nasceu em 17 de abril de 1969, em  São José de Espinharas (PB). Cursou Filosofia no Instituto de Teologia de Recife e Teologia no Seminário Arquidiocesano da Paraíba. Foi ordenado presbítero em 17 de dezembro de 1993. Em sua caminhada sacerdotal, padre Paulo Jackson atuou como administrador de diversas paróquias da diocese de Patos e pároco da paróquia Santo Antônio. Exerceu as funções de reitor do Seminário Propedêutico, coordenador diocesano de pastoral, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Possui mestrado em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico e doutorado em Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2012, mora em Belo Horizonte, onde exerce a função de professor da Sagrada Escritura. É também formador do Seminário Teológico da diocese de Patos e administrador paroquial da paróquia Senhor Bom Jesus do Horto.  
Dom Pedro Cruz
Natural do Rio de Janeiro (RJ), nasceu em 16 de junho de 1964. Foi ordenado presbítero em 1990, e nomeado bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2008. Em sua missão episcopal, dom Pedro exerceu a função de delegado do regional Leste 1, presidente do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), bispo referencial das Pastorais Sociais e referencial pela Pastoral Carcerária do Regional Leste 1. Seu lema é “Servo de Jesus Cristo” (Rm 1,1)
Dom Adolfo Zon
É natural de Orense, Espanha. Nasceu em 23 de janeiro de 1956. É religioso da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras. Foi ordenado sacerdote em 21 de junho de 1986. É formado em Teologia pela Universidade de Comillas de Madri (Espanha), com mestrado em andamento em Teologia Pastoral na Universidade de Salamanca. No início de sua trajetória presbiteral, padre Adolfo exerceu atividades na Pastoral da Juventude da arquidiocese de Pamplona na Espanha. Também foi co-pároco na paróquia São Francisco Xavier (1988-1992) e ecônomo da comunidade xaveriana, no mesmo país.
Em 1993, mudou-se para o Brasil, onde iniciou estágio pastoral na paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz, na diocese de Abaetetuba (PA), na qual também exerceu durante anos diferentes atividades pastorais, entre elas, foi membro do Conselho Regional da Cáritas do Norte 2 da CNBB, assessor na formação de leigos na Escola de Fé e Política, diretor da Escola Diocesana de Evangelizadores, vice-regional dos missionários xaverianos, de 2005 a 2010. Seu lema é “E eis que deixaram tudo e o seguiram”.
Fonte CNBB



Entrevista feita com Dom Eugênio Sales é transformada em livro


 “Dom Eugênio Sales em Natal – fé e política” é o título do livro que será lançado nesta quinta-feira, 21, às 19 horas, no auditório da Casa da Indústria, da FIERN, situada Senador Salgado Filho, bairro de Lagoa Nova, em Natal. O livro é a publicação de uma entrevista feita em 1963, pelo  jornalista norte-americano Michael Murphy, ao então Administrador Apostólico de Natal, Dom Eugênio de Araújo Sales.

A entrevista, feita em inglês, e nunca publicada, agora se transforma no livro. O texto foi traduzido pelo professor da USP e jornalista Manuel Carlos Chaparro e pela americana Camy Harland Condon. Ela foi voluntária do Papa, em Natal, na década de 60.  O livro foi organizado por Safira Bezerra Ammann, Marcos José de Castro Guerra e por Otto Euphrásio de Santana.  

Participarão do lançamento, além dos organizadores e dos tradutores do livro, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, e o jornalista Michael Murphy, autor da entrevista.

 O livro

“Dom Eugênio Sales em Natal – fé e política” é um livro com 187 páginas, divididas em quatro capítulos. O primeiro trata da situação econômica e social da Região Nordeste, no início da década de 60. O segundo e o terceiro tratam do Movimento de Natal (série de ações sociais desenvolvidas pela Arquidiocese de Natal). E o quarto capítulo destaca a ação dos padres, religiosos e leigos, em Natal, na época.

Dom Eugênio Sales

Natural de Acari (RN), Dom Eugênio foi bispo auxiliar (1954 – 1962) e Administrador Apostólico da Arquidiocese de Natal (1962-1965). Em seguida, foi nomeado Administrador Apostólico da Arquidiocese de Salvador (BA) e, em 1969, Arcebispo da mesma Arquidiocese e primaz do Brasil. Dom Eugênio foi nomeado cardeal também Papa Paulo VI e chegou a ocupar cargos em onze congregações no Vaticano. Em 1971, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, função que exerceu até 2001. Ele faleceu em 9 de julho de 2012, no Rio de Janeiro.

Michael Murphy

Nascido nos Estados Unidos, é mestre em Sociologia e Filosofia e doutor em Ciências Sociais. De 1961 a 1964, trabalhou em Natal, como diretor da Catholic Relief Services, no Nordeste, e de 1964 a 1967, na sede da instituição, em Nova York. Atualmente, reside em Maryland, nos Estados Unidos.

Fonte: Arquidiocese de Natal

Pastoral da Comunicação realizará retiro em Nova Cruz




A coordenação arquidiocesana da Pastoral da Comunicação vai realizar, ao longo deste ano, retiros junto aos agentes da Pascom, divididos por Vicariatos. O primeiro retiro vai acontecer no Vicariato Sul, na Paróquia da Imaculada Conceição, de Nova Cruz, no dia 07 de junho. 

O evento será realizado no Centro Pastoral do Catolé, a partir das 7h, encerrando às 16h, com assessoria do padre Edilson Nobre, coordenador do setor de comunicação da Arquidiocese de Natal. O encontro é aberto a todos os agentes da Pascom que estão presentes nas paróquias do 8º, 9º, 10º e 13º zonais da Arquidiocese. 


Os interessados em participar, devem confirmar presença até o dia 31 de maio, por meio do e-mail: pascom.novacruz@gmail.com ou ligar para: (84) 9115-8571 (falar com Flávio Luiz) e pagar uma taxa de R$ 10 reais, que dá direito ao almoço. O retiro da Pascom foi uma das ações aprovadas durante a reunião de avaliação e planejamento com os coordenadores da pastoral, realizada no ano passado.


Paróquia de Nova Cruz prepara Festa de pentecostes

Aconteceu nesta terça-feira, dia 19, às 20:30h, no Salão do ECC, reunião para definir últimos preparativos para a celebração do Pentecostes na Paróquia de Nova Cruz. Compareceram na reunião agentes de pastorais, movimentos e serviços juntamente com articuladores e religiosas da Congregação Filhas do Amor Divino. 

A celebração acontecerá no próximo sábado, dia 23, véspera de pentecostes, a partir das 19 horas em frente a matriz da cidade. Haverá um momento de reflexão e louvor na praça, logo após todos fieis entraram na igreja para recitação do terço. Haverá também cânticos, reflexões, orações e testemunhos sobre os Dons do Espírito Santo, encerrando com a Santa Missa. Também foi definido detalhes para missas do domingo.

Mas, o que é pentecostes? Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia". 

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4).




Fotos: Robervânio Heverton

sábado, 16 de maio de 2015

Teve inicio a Visita Pastoral de Dom Jaime ao 8º zonal em Nova Cruz



Na manhã desta sexta-feira,  15, o Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, iniciou a Visita Pastoral ao 8º Zonal. As atividades estão acontecendo na Paróquia da Imaculada Conceição, de Nova Cruz.

Dom Jaime chegou por volta das 9h30, e foi recepcionado pelo Pároco de Nova Cruz e coordenador do 8º zonal, Pe. Francisco de Assis Inácio, e Cid Arruda Câmara, prefeito de Nova Cruz. Ao entrar na Igreja Matriz, dom Jaime foi até a capela do Santíssimo Sacramento onde fez suas orações. Em seguida teve inicio a solenidade de acolhimento com a fala do pároco e do prefeito. Logo após dom Jaime falou sobre o objetivo da visita pastoral que começa hoje e prossegue até domingo dia 17.


Participaram da solenidade autoridades religiosas, civis e militares da cidade, e região, entre elas, os prefeitos Cid Arruda Câmara,  João Paulo,o vice-prefeito André de Lagoa D'anta, Major Tavares comandante do 8º BPM, Professor Miguel Rosa Filho Diretor da 3ª DIREC,o vereador Aluisio Sena, padres do 8º Zonal, além de agentes de pastorais, movimentos e serviços.





















Dom Jaime teve encontro com a imprensa e padres do zonal


Após solenidade de acolhida o nesta sexta-feira, pela manhã, Dom Jaime se encontrou com a imprensa da região e com os padres e diáconos do zonal. O evento faz parte da programação em comemoração ao 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, cujo tema é: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor".

Na ocasião dom Jaime falou sobre a importância da comunicação na sociedade e na Igreja. Ela abordou assunto sobre a mensagem do Papa Francisco para o 49º Dia Mundial das Comunicações, a ser celebrado no dia 17 de maio, festa da Ascensão do Senhor, que reconhece a importância da família como lugar privilegiado para o aprendizado da comunicação, trazendo como exemplo a passagem bíblica do encontro de Maria com sua prima Isabel. O Papa Francisco faz uma leitura orante desta passagem bíblica, sob a ótica da comunicação que se estabelece entre Maria, Isabel e o menino que estava sendo gestado em seu ventre. 

A comemoração desse dia foi instituída pelo Concílio Vaticano II, com o Decreto Inter Mirifica, em 1963. E como ocorre todos os anos, por ocasião da festa litúrgica de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, o Santo Padre divulga uma mensagem ao mundo para ajudar na reflexão e na celebração. 

A programação da visita prossegue neste sábado, 16, direcionada à juventude, durante todo o dia, no Colégio Nossa Senhora do Carmo, com caminhada da juventude saindo às 17h, para Igreja Matriz, onde haverá missa. No domingo, pela manhã, acontece a assembleia pastoral. A visita será encerrada com a celebração eucarística, às 11 horas, transmitida pela Rádio Rural de Natal.








 Encontro com os padres do 8º zonal





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Morre, aos 84 anos, dom Geraldo Majela de Castro


Faleceu na manhã de hoje, 14 de maio, o arcebispo emérito da arquidiocese de Montes Claros (MG), dom Geraldo Majela de Castro, por falência múltipla de órgãos. O bispo estava internado há dois anos e nove meses na Santa Casa da cidade, acometido por uma doença conhecida por Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Dom Geraldo era natural de Montes Claros. Nasceu em 24 de junho de 1930. O religioso pertencia à Ordem Premonstratense (OPraem), e realizou sua profissão religiosa em 8 de janeiro de 1950. Foi ordenado sacerdote em 1953 e nomeado bispo no dia 23 de junho de 1982,. Escolheu como lema “Ite et Vos”.
Em sua trajetória episcopal, dom Geraldo foi bispo coadjutor de 1982 a 1988 e bispo de Montes Claros de 1988 a 2001. Em 2001, foi nomeado como primeiro arcebispo de Montes Claros, com posse no dia 29 de junho de 2001, na catedral Nossa Senhora Aparecida. No dia 7 de fevereiro de 2007, dom Geraldo renunciou ao cargo, por motivo de idade, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico.
A arquidiocese de Montes Claros comunica que os horários do velório e sepultamento serão informados em breve.
Com informações e foto da assessoria de imprensa da arquidiocese de Montes Claros

Problemas socioambientais e econômicos tendem a aumentar com novo Código de Mineração, avalia bispo


Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
O bispo de Pesqueira (PE) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Luiz Ferreira Sales, participou na última semana, do Seminário sobre o Marco Civil da Mineração, promovido pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados. Na audiência, realizada em 5 de maio, o bispo alertou sobre a tendência de problemas socioambientais e econômicos aumentarem caso o texto seja votado da forma que está.
Com a presença de representantes de entidades sindicais e de movimentos sociais ligados à mineração, dom José Luiz recordou o posicionamento da CNBB por meio de carta aberta divulgada em março de 2013, pelo Conselho Permanente da entidade.
“Devido à amplitude da lei, consideramos de fundamental importância que se promova um amplo debate com a sociedade e as populações a serem impactadas pelas atividades mineradoras. A ausência do debate público, percebido até o momento, impede a população de conhecer e opinar sobre assunto de grande relevância social e ambiental, que tem efeitos diretos em sua vida”, consta do texto.
O bispo analisou situações como o aumento do uso de energia para atividade mineral voltada à exportação, que implicará na necessidade de mais usinas hidrelétricas nos rios amazônicos, “exacerbando os atuais conflitos com as populações indígenas e ribeirinhas da região”.
A questão da água é outra problemática na realidade da mineração. “A mineração também consome e polui muita água, gerando conflitos com as comunidades locais onde há extração, que passa a se ver privada pelo uso de um bem tão essencial à vida”, analisou dom José Luiz.
Em Conceição do Mato Dentro (MG), comunidades quilombolas e de pequenos agricultores têm sofrido com a contaminação da água causada pela atividade minerária na região. “Casos como esse se multiplicam pelo país. Esses problemas socioambientais e econômicos tendem a aumentar com a aprovação do texto da forma como está”, reforça o bispo.
O questionamento da CNBB e de movimentos sociais deve-se ao fato de que determinadas situações não são previstas ou evitadas nos projetos em tramitação na Câmara (PLs 5807/13 e 37/11 e apensados). Apesar de reconhecer novidades no marco regulatório, o bispo denuncia que há uma série de aspectos “tão ou mais importantes” como os previstos no texto e que interessam à soberania da sociedade brasileira, mas que simplesmente não foram abordados pelo projeto, voltado apenas à questão econômica.
“As empresas têm investido no poder legislativo por meio do financiamento de campanha, por ser o mecanismo de criação das leis brasileiras e isso tem afetado a soberania das leis brasileiras, pois as leis estão sendo cada vez mais tendenciosas para garantir os interesses empresariais”, afirmou.
Ao final de sua fala, dom José Luiz Ferreira Sales citou o papa Paulo VI na reflexão sobre o desenvolvimento. “O desenvolvimento não justifica tudo e não é verdadeiro quando reduzido a um simples crescimento econômico. Para ser autêntico, recorda-nos o papa Paulo VI, o desenvolvimento deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo”, finalizou.
Tramitação
O atual Código de Mineração (Decreto-Lei 227/67) foi publicado durante o regime militar. Em 2013, o governo federal enviou uma proposta para o Congresso Nacional. Esta foi concatenada com outros seis projetos de lei sobre o assunto e que estavam em tramitação na Câmara dos Deputados.
O projeto atual é acompanhado por deputados que tiveram suas campanhas financiadas por empresas mineradoras.
Com informações da Câmara dos Deputados
Fotografia de Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Fonte: CNBB