segunda-feira, 23 de março de 2015


Papa Francisco reafirma condenação à pena de morte


“O cuidado na aplicação da pena deve ser o princípio que rege os sistemas penais... e o respeito da dignidade humana não só deve atuar como limite da arbitrariedade e dos excessos dos agentes do Estado, como também como critério de orientação para perseguir e reprimir as condutas que representam os ataques mais graves à dignidade e integridade da pessoa”, disse o papa Francisco em discurso, durante audiência com uma delegação da Associação Internacional de Direito Penal, na quinta-feira, 19, no Vaticano.
O papa voltou a condenar as execuções extrajudiciais e a pena de morte, medida usada inclusive por regimes totalitários para suprimir a dissidência e perseguir as minorias. O pontífice afirmou, ainda, que o respeito à dignidade humana deve ser o limite a qualquer arbitrariedade e excesso por parte dos agentes do Estado.
No seu discurso, Francisco reafirmou a condenação absoluta da pena de morte, que para um cristão é inadmissível; assim como as chamadas “execuções extrajudiciais”, quer dizer, os homicídios cometidos deliberadamente por alguns estados ou seus agentes e apresentados como consequência indesejada do uso aceitável, necessário e proporcional da força para aplicar a lei.
Francisco disse que os argumentos contra a pena de morte são conhecidos como “instrumento de supressão da dissidência política ou de perseguição das minorias religiosas ou culturais”. Do mesmo modo, expressou-se contra a prisão perpétua por ser “uma pena de morte disfarçada”.
Ele também condenou a tortura e advertiu que a mesma doutrina penal tem uma importante responsabilidade nisto por ter permitido, em certos casos, a legitimação da tortura em determinadas condições, abrindo o caminho para abusos posteriores.
Exercício desumano
O papa chamou atenção para as condições dos presidiários sem condenação e dos condenados sem julgamento. Assinalou que a prisão preventiva, quando usada de forma abusiva, constitui outra forma contemporânea de pena ilícita disfarçada. Disse que a carência de infraestruturas, muitas vezes são o resultado do “exercício arbitrário e desumano do poder sobre as pessoas privadas de liberdade”. Ao final, condenou o tráfico de pessoas e a escravidão, “reconhecida como crime contra a humanidade e crime de guerra tanto pelo direito internacional como em tantas legislações nacionais”.
Francisco falou, ainda, sobre pobreza que sofrem um bilhão de pessoas e a corrupção. “A escandalosa concentração da riqueza global é possível por causa da conivência dos responsáveis pela coisa pública com os poderes fortes. A corrupção, é em si mesmo um processo de morte... e um mal maior que o pecado. Um mal que mais que perdoar é preciso curar”, advertiu.
Com informações e foto da Rádio Vaticano.
Fonte:CNBB










Cardeal Aviz lança livro em Brasília


Reprodução/CRB Nacional
O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano, cardeal João Braz de Aviz, lançou no domingo, 22, na sede da Cúria Metropolitana de Brasília (DF), o livro “Sou João – verdade e diálogo por uma Igreja-Comunhão”. A publicação da editora Cidade Nova, do Movimentos dos Focolares, tem o formato de entrevista e trata da trajetória do arcebispo emérito de Brasília, o seu pensamento sobre a Igreja Católica e seus desafios em âmbitos nacional e internacional.
“O livro nasceu na França e foi lançado com o título ‘O homem de chumbo’, pelo fato de eu ter levado - há muito tempo atrás - um tiro e ter muito chumbo no meu ‘esqueleto’. Na Itália, foi lançado com o nome ‘Um bispo que veio da periferia para o Vaticano’ e no Brasil, “Sou João – verdade e diálogo por uma Igreja-comunhão”, porque não gosto muito dos títulos eminência, excelência etc.”, explicou o cardeal.
DivulgaçãoSobre os elementos que englobam a temática do livro (verdade, diálogo e comunhão), dom João destacou a importância do testemunho da comunhão no momento pelo qual a sociedade passa atualmente. Para ele, agravam-se os problemas da violência, da pobreza, da corrupção e a própria sociedade não aceita mais as desigualdades que marcam o cotidiano das pessoas como a diferença de direitos entre homem e mulher, ricos e pobres, a exposição de crianças a todo tipo de situações. “Queremos um mundo onde, partindo de uma dignidade única de todos nós, possamos construir a paz, a dignidade que a gente quer”, frisou.
Outra situação que o cardeal apontou foi a impossibilidade de organização de uma sociedade baseada no lucro e na exploração das pessoas. O cardeal considera frutos de um “mundo profundamente doentio” os fatos relacionados ao poder e ao dinheiro nos relacionamentos interpessoais e nas grades estruturas. “Sigo de perto pelos jornais o problema da corrupção em nosso país. Isso é triste demais! Estamos numa baixa. Em nome de que? O povo não deixou de pagar imposto. Fato é que tem gente indigna no lugar que está. Por isso, a comunhão é importante, pois a mudança parte de nós”, comentou sobre o contexto político-social do Brasil.
Ainda em sua fala, dom João criticou a violência dos grupos religiosos extremistas. “Não acreditamos numa religião que puxe pela violência pois não tem nada a ver com Deus, com tradição religiosa”, afirmou.
Evento
Reprodução/CRB NacionalO lançamento do livro do cardeal João Braz de Aviz foi aberto pelo  arcebispo de Brasília e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha. Na ocasião, o arcebispo disse que o título da obra indica “o caminho a ser percorrido por cada católico, como um programa de vida e em vista da fidelidade a Cristo e a comunhão com o papa Francisco”.
Dom Sérgio também agradeceu ao cardeal pela atuação à frente da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. “A nossa gratidão torna-se ainda maior pelo seu empenho neste ano da Vida Consagrada”, disse.
Estiveram presentes no lançamento o arcebispo emérito de Brasília, cardeal José Freire Falcão; a presidente nacional da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Maria Inês Vieira Ribeiro; e dois bispos auxiliares de Brasília, dom José Aparecido Gonçalves de Almeida e dom Marcony Vinícius Ferreira; além religiosos e leigos de várias paróquias da arquidiocese. Também participou da cerimônia um dos autores do livro, o membro do Movimento dos Focolares, Adelmo Cordeiro Galindo.

Com informações e fotografia da CRB Nacional

 Fonte:CNBB

Embaixada de El Salvador faz memória de Dom Oscar Romero


A Embaixada de El Salvador no Brasil celebra nesta terça-feira, dia 24, os 35 anos do martírio do servo de Deus dom Oscar Arnulfo Romero e o Dia Internacional do Direito à Verdade com uma missa na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília (DF). A Eucaristia terá início às 17h.
No dia 3 de fevereiro foi publicado o reconhecimento do martírio do arcebispo salvadorenho, morto em 24 de março de 1980, enquanto celebrava uma missa. El Salvador, na época, passava por uma guerra civil.
História
Nascido em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios (El Salvador), Oscar Romero foi para o seminário aos 13 anos. O curso de Teologia foi concluído em Roma, quando tinha 20 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 1943.
De volta ao seu país, o então pároco já demonstrava os sinais da caridade e preferência pelos mais necessitados. Fazia parte de sua rotina as visitas aos doentes, as ajudas aos pobres que se dirigiam à casa paroquial pedindo auxílio, as aulas de religião nas escolas e a atuação como capelão do presídio.
Assim como no Brasil e em outros países latino-americanos, El Salvador enfrentava, na década de 1970, um regime ditatorial. Neste contexto, em 1977, Romero foi nomeado arcebispo do país, dois anos antes do golpe militar que deu origem à guerra civil que assolou El Salvador por mais de uma década e fez milhares de vítimas.
O arcebispo denunciava a injustiça e a miséria na região. Durante os conflitos entre grupos revolucionários e militares, ele criticava a atuação do governo, as injustiças e as interferências estrangeiras.
Na ocasião de seu assassinato, dom Romero celebrava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência, em São Salvador, capital do país, em meio aos doentes de câncer e enfermeiros. Um franco-atirador pós fim à luta do pastor que buscava o entendimento entre os salvadorenhos.
Memória
A celebração em memória a dom Romero acontece na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil desde 2010, a pedido da Embaixada de El Salvador no Brasil. Neste ano, será realizada na catedral de Brasília.
Em 2014, por ocasião da memória de 34 anos da morte do mártir salvadorenho, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, lembrou que dom Oscar não esqueceu das raízes da fé e sempre buscou salvar o seu povo. “Procurou sempre indicar uma luz, um caminho, não temendo a própria vida”, comentou.
Ao comentar o Evangelho lido no dia, dom Leonardo afirmou que o bispo salvadorenho abrira caminhos com a própria vida e até hoje abre novos. “Com a própria vida abriu caminhos e nós achamos que com a morte terminou. Não! Ele continua hoje abrindo tantos caminhos. Até colocaram uma placa para todo mundo poder dizer ‘entramos aqui numa história de um povo, de uma vida’”, enfatizou fazendo referência à placa colocada pelo governo do país no aeroporto local. O letreiro afirmava que Romero foi a “voz do Senhor no momento mais difícil da história recente do país”.
 Fonte: CNBB

Cáritas brasileira divulga manifesto contra redução da maioridade penal


A Cáritas brasileira divulgou na última quinta-feira, 19, um manifesto contra a redução da maioridade penal. O organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirma seu posicionamento contrário às propostas que tramitam no Congresso Nacional e que versam também sobre o aumento do tempo de internação para menores infratores. "Compreendemos que crianças e adolescentes respeitados em seus direitos dificilmente serão violadores/as dos Direitos Humano", diz um trecho do manifesto.
 Em parceria com a Pastoral do Menor e a Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Cáritas expõe as convicções que as entidades defendem em relação à correta aplicação das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à responsabilidade do Estado na ausência ou ineficiência de políticas voltadas para as crianças em situação de risco.
"Ressaltamos o nosso compromisso de exigir a obrigação e responsabilização do Estado em garantir os direitos constitucionais fundamentais para todas as crianças e adolescentes, assegurando-lhes condições igualitárias para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, assim como assegurar que as famílias, a comunidade e a sociedade tenham condições para assumir as suas responsabilidades na proteção de seus filhos/as", diz o texto.
Leia na íntegra:

Manifesto da Cáritas Brasileira contra a redução da maioridade penal
Todos os anos o assunto retorna: a redução da maioridade penal. Este ano, a proposta de emenda constitucional mais antiga sobre a temática, a PEC n.º 171/93, de autoria do Deputado Federal Benedito Domingos (PP/DF), a qual conta com mais outras 38 propostas apenas, foi pautada para votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em tramitação, existem mais de 60 projetos que visam reduzir a maioridade penal e 61 que pretendem aumentar o tempo de internação.
Diante da permanente ameaça de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal, a pretexto do combate à violência, a Cáritas Brasileira, organismo da CNBB, com 133 entidades membro organizadas no Brasil, que atua há mais de 20 anos na promoção e defesa dos direitos da criança e adolescente, juntamente com a Pastoral do Menor, que tem como missão promover e defender a vida das crianças e dos adolescentes empobrecidos e em situação de risco, desrespeitados em seus direitos fundamentais e a Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais, expressam novamente ser contrária à redução da maioridade penal, bem como o aumento do período de internação de adolescentes privados de liberdade.
Sabemos que a cultura de paz não virá magicamente com essas medidas. O cumprimento inequívoco do Estatuto da Criança e do Adolescente traz elementos concretos para a promoção de uma infância e adolescência dignas, portanto, aponta para uma sociedade mais justa. Compreendemos que crianças e adolescentes respeitados em seus direitos dificilmente serão violadores/as dos Direitos Humanos.
Acreditamos que a sociedade brasileira não está suficientemente informada e consciente sobre o tema para assumir um posicionamento consciente, uma vez que a mídia, principal meio de formação de opinião pública, é tendenciosa na divulgação das notícias que envolvem adolescência e violência.
Cabe destacar que as medidas de redução de direitos, principalmente no que se refere à redução da maioridade penal e do aumento do período de internação, atinge principalmente os e as jovens marginalizados e marginalizadas, negros e negras, aqueles que moram na periferia, que já tiveram todos os seus direitos de sobrevivência negados previamente.
Diante do exposto, a Cáritas Brasileira, Pastoral do Menor e Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, manifestam:
  • A convicção de que as medidas socioeducativas previstas no ECA, uma vez implementadas na íntegra, são capazes de promover mudanças na relação do/a adolescente em conflito com a lei, com o Estado e a sociedade;
  • A compreensão de que a omissão e negligência do Estado em não ter implementado até hoje os preceitos do ECA na íntegra promove a falsa ideia de que o ECA é falho e não o próprio Poder Público;
  • A omissão estatal em relação ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), instituído pela lei n.º 12.594/2012, de implementação obrigatória pelos entes federativos até final de 2014.O S INASE prevê um conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas socioeducativas a fim de cumprir os objetivos das medidas aplicadas ao adolescente em conflito com a lei, para que, de fato, seja (re)incluído na sociedade;
  • A ideia de que a violência tem causas complexas que envolvem: desigualdades e injustiças sociais; aspectos culturais que corroboram para a construção de um imaginário de intolerâncias e discriminações, especialmente contra a população negra, pobre e jovem;
  • A realidade de políticas públicas ineficazes ou inexistentes; falta de oportunidades para o ingresso de jovens no mercado de trabalho; e a grande mídia que atribui valores diferentes a pessoas diferentes conforme classe, raça/etnia, gênero e idade;
  • A convicção de que o recrudescimento da lei não traz a solução para o quadro de violência que se alastra pelo país, uma vez que não aborda o problema pelas suas causas.
A medida de redução da maioridade penal é remediar o efeito e não mexer nas suas causas estruturais. Pesquisas no mundo todo comprovam que a diminuição da maioridade penal não reduz o índice de envolvimento de adolescentes em atos infracionais. Importante destacar que a finalidade da medida socioeducativa é de caráter pedagógico, por entender a fase da adolescência como um período de formação do sujeito.
Assim, ressaltamos o nosso compromisso de exigir a obrigação e responsabilização do Estado em garantir os direitos constitucionais fundamentais para todas as crianças e adolescentes, assegurando- lhes condições igualitárias para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, assim como assegurar que as famílias, a comunidade e a sociedade tenham condições para assumir as suas responsabilidades na proteção de seus filhos/as.
Cientes do compromisso de trabalhar pela cultura de paz a partir da convicção de que somente uma sociedade solidária, sustentável e radicalmente democrática, fundada na base da justiça social é capaz de construir relações igualitárias de respeito às diferenças nas quais todas as pessoas têm o direito à dignidade.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 20 de março de 2015

Legião de Maria realizará festa de Acies




Os legionários e legionárias da Paróquia da Imaculada Conceição, em Nova Cruz, se consagrarão a Nossa Senhora, no domingo (22), na Igreja Matriz, numa cerimônia que tem o nome de Festa de Acies, que significa “um exército em ordem de batalha”. 

A programação começa com cântico mariano, seguido das Orações Iniciais, incluindo o Terço. Em seguida, acontece uma explicação sobre o significado e as consequências práticas da Consagração a Nossa Senhora. Depois, cada membro da Legião de Maria participa do rito de Consagração. A Festa de Acies é a festa central da Legião de Maria durante todo o ano.

Ainda em Nova Cruz, na sexta-feira (27), os jovens da paróquia vão participar da Via-Sacra da Campanha da Fraternidade (CF), a partir das 18h30, saindo do bairro Antônio Peixoto em direção à Igreja Matriz. A via-sacra percorrerá as ruas da cidade, com encenação de cada estação feita pelos jovens.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Bispos do regional Noroeste planejam atividades para o ano


Documentos do Concílio Vaticano II e a Campanha da Fraternidade 2015 foram temas de reflexão no Encontro dos bispos do regional Noroeste da CNBB.  O evento foi realizado de 23 a 27 de fevereiro, na diocese de Ji Paraná (RO). Na ocasião, o episcopado local também avaliou as atividades de 2014 e definiu a programação para este ano.

A preparação para a 53ª Assembleia Geral da CNBB, que irá acontecer de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), esteve nas discussões dos bispos. O encontro favoreceu, ainda, convivência, reflexão e oração entre os membros do regional.
Programação
O bispo Emérito de Guajará-Mirim (RO), dom Geraldo Verdier, falou sobre a missão da Igreja na Amazônia, destacando sua presença “viva e animada”.  
Para 2015, foram planejados  o curso para novos missionários da Amazônia, a Romaria da Terra e das Águas, entre outras atividades que visam a formação dos leigos nas dioceses do regional.
Participaram da reunião os bispos:  dom Esmeraldo Barreto de Farias, dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa, dom Mosé João Pontelo, dom Joaquin Pertiñez Fernández, dom Meinrad Francisco Merkel, dom Benedito Araújodom Geraldo Verdier e dom Bruno Pedron.
Uma celebração eucarística na catedral São João Bosco marcou o encerramento do encontro. 
Com informações e foto do regional Noroeste.
Fonte CNBB

Arquidiocese e Fafire oferecem pós-graduação de “Gestão em Arte Sacra de Pernambuco”


Estão abertas as inscrições para a nova turma do curso de pós-graduação Gestão em Arte Sacra de Pernambuco, oferecido pela Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) com o apoio da arquidiocese de Olinda e Recife (PE).

Para ocupar uma das 40 vagas, os interessados devem procurar o departamento do curso de Turismo da instituição e efetuar a matrícula. O curso terá duração de um ano de aulas e mais quatro meses para a elaboração da monografia.
O objetivo do curso é promover a formação e atualização dos agentes culturais envolvidos nos espaços patrimoniais alusivos à arte sacra e ao patrimônio religioso, nos principais sítios históricos pernambucanos. A especialização é voltada para graduados em educação e afins.
Com uma carga horária de 370 horas, as aulas do curso de Gestão em Arte Sacra de Pernambuco, que começam em abril, serão realizadas sempre nas terças e quintas-feiras, das 19h às 22h. Eventualmente, também haverá visitas técnicas aos sábados.
A grade de disciplinas prevê aulas que vão desde “Turismo e políticas públicas para educação Patrimonial” e “História da Arte”, passando por cadeiras como “A azulejaria como patrimônio religioso e cultural do Nordeste”,  “Organização de eventos para espaços sagrado”, “Gestão em Marketing Cultural”, dentre outras.
Informações pelo e-mail: posgraduacao@fafire.br.
Com informações da arquidiocese de Olinda e Recife

Fonte CNBB

Papa Francisco transfere dom Esmeraldo Barreto para São Luís (MA)


Na manhã desta quarta-feira, 18 de março,  o papa Francisco nomeou dom Esmeraldo Barreto de Farias como bispo auxiliar de São Luís (MA), transferindo-o da arquidiocese de Porto Velho (RO). Dom Esmeraldo foi nomeado arcebispo de Porto Velho, em 30 de novembro de 2011, pelo papa emérito Bento XVI, após renúncia de dom Moacyr Grechi, por razão de idade, 75 anos.
Dom Esmeraldo é natural de Santo Antônio de Jesus (BA). Nasceu em 4 de julho de 1949. Foi ordenado presbítero no dia 9 de janeiro de 1977, em sua cidade natal. Sua nomeação episcopal aconteceu em 22 de março de 2000, para a diocese de Paulo Afonso (BA) onde permaneceu até 2007. Seu lema episcopal é “Levanta-te e anda” (At 3, 6).
Dom Esmeraldo já foi bispo de Santarém (PA) de 2007 a 2011; foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no quadriênio de 2007 a 2011. Seus estudos filosóficos foram concluídos na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Teologia no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador.
Fonte: CNBB

Coordenadores da Pascom estudam Diretório de Comunicação



Cerca de 40 pessoas, integrantes das coordenações diocesanas da Pastoral da Comunicação, das dioceses do Regional Nordeste 2, da CNBB, estiveram reunidas na cidade de Caruaru (PE), de 6 a 8 de março. O principal objetivo do encontro foi o estudo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. “Foi um momento muito rico, pois cada capítulo do Diretório foi apresentado por diocese, tornando o estudo bastante didático”, explica a coordenadora regional,  jornalista Márcia Marques. “Foi um encontro muito proveitoso. Esperamos que continuemos com essa animação para fazer a comunicação acontecer em nossas dioceses e comunidades”, enfatiza o bispo referencial da Pascom, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz.
Durante o encontro, também houve eleição para escolher a nova coordenação da Pastoral da Comunicação, no Regional, para os próximos quatro anos. Márcia Marques, que é da Diocese de Campina Grande, foi reeleita para a função de coordenadora. Maria Cícera, de Maceió, foi eleita secretária. O novo assistente eclesiástico é o Padre José Arimatéia, de Guarabira (PB). O bispo referencial da Pascom, no Regional, é Dom Manoel Delson, da Diocese de Campina Grande.   Na manhã do domingo, a equipe da Arquidiocese de Olinda e Recife apresentou como estão os preparativos para o 6º Mutirão Regional de Comunicação, marcado para o período de 14 a 16 de outubro do próximo ano, na capital pernambucana.
Durante este ano, ainda vão acontecer outras reuniões com os coordenadores diocesanos da Pascom, de forma virtual.  O próximo encontro presencial ficou agendado para março de 2016, na cidade do Recife.

Fonte: Arquidiocese de Natal

CNBB divulga nota sobre a realidade atual do Brasil

cnbb
“O que nós devemos procurar fazer é estabelecer cada vez mais um diálogo entre as diversas instituições, entre os poderes constituídos, a sociedade, as entidades da sociedade civil”, afirmou o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, dia 12, na sede da instituição, em Brasília.
Na ocasião foi divulgada a nota da Conferência sobre a realidade atual do Brasil. O texto foi aprovado na reunião do Conselho Permanente, ocorrida de 10 a 12 de março, e tem o objetivo de alertar para o possível enfraquecimento do Estado Democrático de Direito, frente ao “delicado momento pelo qual passa o país”.
Dom Damasceno ainda ressaltou a necessidade de preservar o Estado Democrático de Direito. “Depois de muitos anos difíceis pelos quais passamos durante o período do Regime Militar, creio que em nenhum momento deve ser quebrada essa ordem democrática”, salientou.
Quanto às manifestações, o presidente da CNBB as considerou normais dentro do regime democrático para que as pessoas reivindiquem seus direitos e demonstrem sua insatisfação. “Nós achamos legítimas essas manifestações contanto que elas transcorram no respeito ao patrimônio público, ao patrimônio particular, às pessoas que participam das manifestações. Mas na medida em que elas podem se transformar em manifestações de desrespeito à ordem pública, ao patrimônio público, às pessoas, evidentemente que isso cria um clima de intranquilidade, de insegurança e de violência que não contribuem em nada para a manutenção do Estado de Direito, democrático”, enfatizou.
O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, falou da importância dos posicionamentos diferentes mostrados nas ruas. “A reação que nós sentimos também é que as manifestações de rua são de discordância, muitas vezes ideológica que é normal e diria, inclusive, necessária e democrática”, considerou.
Conselho Permanente
Leia a nota na íntegra:

Nota da CNBB sobre a realidade atual do Brasil

“Pratica a justiça todos os dias de tua vida e não sigas os caminhos da iniquidade” (Tb 4, 5)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 10 a 12 de março de 2015, manifesta sua preocupação diante do delicado momento pelo qual passa o País. O escândalo da corrupção na Petrobras, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, a crise na relação entre os três Poderes da República e diversas manifestações de insatisfação da população são alguns sinais de uma situação crítica que, negada ou mal administrada, poderá enfraquecer o Estado Democrático de Direito, conquistado com  muita luta e sofrimento.
Esta situação clama por medidas urgentes. Qualquer resposta, no entanto, que atenda ao mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e desvia-se do caminho da justiça. Cobrar essa resposta é direito da população, desde que se preserve a ordem democrática e se respeitem as Instituições da comunidade política.
As denúncias de corrupção na gestão do patrimônio público exigem rigorosa apuração dos fatos e responsabilização, perante a lei, de corruptos e corruptores. Enquanto a moralidade pública for olhada com desprezo ou considerada empecilho à busca do poder e do dinheiro, estaremos longe de uma solução para a crise vivida no Brasil. A solução passa também pelo fim do fisiologismo político que alimenta a cobiça insaciável de agentes públicos, comprometidos sobretudo com interesses privados. Urge, ainda, uma reforma política que renove em suas entranhas o sistema em vigor e reoriente a política para sua missão originária de serviço ao bem comum.
Comuns em épocas de crise, as manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. O que se espera é que sejam pacíficas. “Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e Instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva, que leva ao seu descrédito” (Nota da CNBB 2013).
Nesta hora delicada e exigente, a CNBB conclama as Instituições e a sociedade brasileira ao diálogo que supera os radicalismos e impede o ódio e a divisão. Na livre manifestação do pensamento, no respeito ao pluralismo e às legítimas diferenças, orientado pela verdade e a justiça, este momento poderá contribuir para a paz social e o fortalecimento das Instituições Democráticas.
Deus, que acompanha seu povo e o assiste em suas necessidades, abençoe o Brasil e dê a todos força e sabedoria para contribuir para a justiça e a paz. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda pelo povo brasileiro.
Brasília, 12 de março de 2015. 

                                     Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SPPresidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MAVice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB