domingo, 18 de janeiro de 2015

A DEVOÇÃO A MARIA!




Sempre seja, pois, louvada a infinita bondade de nosso Deus,
exclama S. Bernardo, que foi servido de construir Maria nossa
advogada no céu, para que ela como  Mãe do Juiz e Mãe de Misericórdia
trate do grande problema da nossa salvação. Jacó, monge e célebre doutor 
entre os gregos, diz que Deus colocou Maria como ponte de salvação e 
nos faz atravessar as ondas  deste mundo e assim  alcançaremos o tranquilo
porto do céu. Dai então a exortação de S. Boaventura: Ouvi, ó vós, desejosos
do reino de Deus: honrai e servi a Virgem Maria e encontrareis a vida eterna.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Multidão lota Catedral de Manila para missa com o papa Francisco

     “Com a Igreja nas Filipinas que olha para o quinto centenário da sua evangelização, sentimos gratidão pela herança deixada por tantos bispos, vossa comemoração da evangelização das Filipinas”, disse o papa Francisco em missa celebrada na Catedral de Manila, dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, hoje, 16.
A atual construção da Catedral das Filipinas possui mais de 50 anos, sendo a oitava versão da igreja construída em 1581, com bambu e folhas de palma. Ao longo dos anos, o tempo sofreu diversas atentados como incêndios, terremotos e bombardeios durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1981, foi elevada à Basílica Menor por João Paulo II.
Encontro fraterno
A celebração na Catedral foi realizada após encontro do papa com as autoridades no Palácio Presidencial em Manila, em cerimônia de boas-vindas. A missa reuniu mais dois mil bispos, religiosos, religiosas e seminaristas.
Em sua homilia, o papa disse que o papel dos pastores está radicado no seguimento de Cristo e que a vida consagrada é um sinal do amor de Cristo que leva à reconciliação.
“Nós bispos, sacerdotes e religiosos, devemos ser os primeiros a receber a sua graça reconciliadora nos nossos corações. São Paulo deixa claro o que isto significa; significa rejeitar perspectivas mundanas, olhando tudo de novo à luz de Cristo.
Confira a homilia na íntegra.
“«Tu amas-Me? (…) Apascenta os meus cordeiros» (Jo 21, 15.16). As palavras de Jesus a Pedro, no Evangelho de hoje, são as primeiras palavras que vos dirijo, amados irmãos bispos e sacerdotes, religiosos e religiosas, e jovens seminaristas. Estas palavras recordam-nos algo de essencial. Todo o ministério pastoral nasce do amor. Toda a vida consagrada é um sinal do amor reconciliador de Cristo. Na variedade das nossas vocações, cada um de nós é chamado de alguma forma, como Santa Teresa do Menino Jesus, a ser o amor no coração da Igreja.
Com grande afeto vos saúdo e peço para levardes o meu afeto a todos os vossos irmãos e irmãs idosos e doentes e a todos aqueles que hoje não puderam juntar-se a nós. Com a Igreja nas Filipinas que olha para o quinto centenário da sua evangelização, sentimos gratidão pela herança deixada por tantos bispos, vossa comemoração da evangelização das Filipinas. Mas o Evangelho é também uma exortação à conversão, a um exame da nossa consciência, como indivíduos e como povo. Como justamente ensinaram os vossos bispos, a Igreja nas Filipinas é chamada a individuar e combater as causas da desigualdade e injustiça profundamente enraizadas, que desfeiam o rosto da sociedade filipina, contradizendo claramente o ensinamento de Cristo. O Evangelho chama os indivíduos cristãos a conduzirem vidas honestas, íntegras e solícitas pelo bem comum. Mas chama também as comunidades cristãs a criarem «círculos de integridade», redes de solidariedade que possam impelir a abraçar e transformar a sociedade com o seu testemunho profético.
Como embaixadores de Cristo, nós, bispos, sacerdotes e religiosos, devemos ser os primeiros a receber a sua graça reconciliadora nos nossos corações. São Paulo deixa claro o que isto significa; significa rejeitar perspectivas mundanas, olhando tudo de novo à luz de Cristo. Isto comporta que sejamos os primeiros a examinar a nossa consciência, reconhecer os nossos falimentos e quedas e embocar o caminho duma contínua conversão. Como poderemos proclamar aos outros a novidade e o poder libertador da Cruz, se nós mesmos não permitirmos que a Palavra de Deus abale o comprazimento em nós próprios, o nosso medo de mudar, os nossos comprometimentos mesquinhos com as modalidades deste mundo, o nosso «mundanismo espiritual» (cf. Evangelii gaudium, 93)?
Para nós, sacerdotes e pessoas consagradas, a conversão à novidade do Evangelho implica um encontro diário com o Senhor na oração. Os Santos ensinam-nos que isto é a fonte de todo o zelo apostólico. Para os religiosos, viver a novidade do Evangelho significa encontrar incessantemente na vida da comunidade e nos apostolados da comunidade o incentivo para uma união cada vez mais estreita com o Senhor na caridade perfeita. Para todos nós, isto significa viver de tal forma que espelhemos a pobreza de Cristo, cuja vida estava inteiramente focalizada em fazer a vontade do Pai e servir os outros. Naturalmente, a grande ameaça a isto mesmo é cair num certo materialismo que pode insinuar-se dentro das nossas vidas e comprometer o testemunho que prestamos. Somente o tornar-nos pobres, expulsando o nosso autocomprazimento, permitirá identificar-nos com os últimos dos nossos irmãos e irmãs. Veremos as coisas sob uma nova luz e, deste modo, poderemos responder, com honestidade e integridade, ao desafio de anunciar a radicalidade do Evangelho numa sociedade acostumada à exclusão, à polarização e a uma desigualdade escandalosa.
Aqui desejo dirigir uma palavra especial aos jovens sacerdotes, religiosos, e seminaristas presentes. Peço-vos que partilheis a alegria e o entusiasmo do vosso amor por Cristo e pela Igreja com todos, mas sobretudo com os da vossa idade. Mantende-vos presentes no meio dos jovens que possam sentir-se confusos e desanimados, e todavia continuam a ver a Igreja como sua amiga no caminho e uma fonte de esperança.
Sede solidários com aqueles que, vivendo no meio duma sociedade molesta pela pobreza e a corrupção, sentem-se com o espírito abatido, tentados a largar tudo, deixar a escola e viver pela estrada. Proclamai a beleza e a verdade do matrimónio cristão a uma sociedade que é tentada por apresentações confusas da sexualidade, do matrimónio e da família. Como sabeis, estas realidades estão cada vez mais sob ataque de forças poderosas que ameaçam desfigurar o plano criador de Deus e trair os verdadeiros valores que inspiraram e moldaram quanto de belo existe na vossa cultura.
Na realidade, a cultura filipina foi plasmada pela criatividade da fé. Por todo o lado, os filipinos são conhecidos pelo seu amor a Deus, pela sua piedade fervorosa e a sua ardente e cordial devoção a Nossa Senhora e ao seu terço. Este grande legado contém um forte potencial missionário. É o modo como o vosso povo inculturou o Evangelho e continua a acolher a sua mensagem (cf. Evangelii gaudium, 122). No vosso esforço de preparação para o quinto centenário, construí sobre estas bases sólidas.
Cristo morreu por todos a fim de que, mortos n’Ele, não vivamos mais para nós mesmos, mas para Ele (cf. 2 Cor 5, 15). Amados irmãos bispos, sacerdotes e religiosos, rogo a Maria, Mãe da Igreja, que faça jorrar de todos vós uma tal abundância de zelo, que possais gastar-vos abnegadamente ao serviço dos nossos irmãos e irmãs. Possa, assim, o amor reconciliador de Cristo penetrar ainda mais profundamente no tecido da sociedade filipina e, por vosso intermédio, nos ângulos mais distantes do mundo”.
CNBB com informações News.va e fotos Rádio Vaticano

Santa Gianna é a patrona do Encontro Mundial das Famílias e das mães


Canonizada em 2004, pelo papa João Paulo II, Santa Gianna foi declarada patrona das mães, das crianças não-nascidas e do Encontro Mundial das Famílias.
De 22 a 25 de setembro próximo, acontece o 8º Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia. O tema escolhido é "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva". As famílias e grupos de peregrinos que desejam participar do evento, com o papa Francisco, já podem se inscrever pelo site oficial.
Mãe e santa
Santa Gianna nasceu em 4 de outubro de 1922, falecendo no dia 28 abril de 1962. Foi médica pediatra italiana, esposa e mãe. Recusou-se a praticar o aborto de seu quarto filho por complicações na gravidez, tendo fibroma no útero; mesmo correndo risco de vida.
Pietro, o marido de Gianna e seus filhos Laura, Pierluigi e Gianna, estiveram na cerimônia de canonização. Pela primeira vez na história da Igreja que um marido testemunhou a canonização de sua esposa. Em sua homilia, o papa João Paulo II disse que Santa Gianna é "mais do que nunca, uma mensagem significativa do amor divino."
O milagre reconhecido pela Igreja Católica para canonizar Gianna Molla envolveu uma mãe, Elizabeth Comparini, que teve complicações na 16ª semana de gravidez. Ela rezou para Santa Gianna, pedindo a intercessão da beata pela vida do filho, que nasceu saudável.

Fonte:
CNBB

Corrida de São Sebastião é adiada para dia 24


Por ocasião do falecimento do Vereador Luis Carlos Marques de Melo a Corrida de São Sebastião que estava marcado para acontece neste sábado, 17, FOI ADIADO PARA DIA 24 DE JANEIRO, no mesmo local e horário. A organização do evento agradece a compreensão dos atletas e confirma que o regulamento será mantido, apenas com alteração da data. 


Ano da Paz proposto pela CNBB tem iniciativas pelo Brasil

Com a chegada do Ano Novo, iniciaram-se também ações pela Paz. Em 2014, os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovaram, por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral, o Ano da Paz. Trata-se de um período de reflexões, orações e ações sociais, que se estenderá até o Natal de 2015. Baixe aqui o banner do Ano da Paz.
No dia 1º de janeiro, paróquias da arquidiocese de São Luís (MA) reuniram fiéis para proclamar a paz. As missas começaram logo cedo, com participação de centenas de pessoas. Outras atividades estão previstas ao longo do ano na cidade, que pretende, ainda, contar com o engajamento de escolas, universidades e outros setores da sociedade. Na arquidiocese do Rio de Janeiro, também foram celebradas missas pela paz. O arcebispo, cardeal dom Orani João Tempesta, recordou que a “alegria nasce da paz que Cristo concede”.
“Que possamos viver este Ano da Paz com muitas bênçãos. Atitudes, gestos concretos e sempre pedindo ao Senhor que nos ilumine e que traga esta paz aos nossos corações, às famílias e a todo o mundo. Que a Paz reine em nossas fronteiras! Sejamos propagadores e testemunhas da paz, aquela paz que vem do Senhor”, disse o cardeal Orani.
 Com a proposta do Ano da Paz, a Igreja no Brasil quer ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", pontua dom Leonardo.
De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.
Dom Leonardo afirma que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. "Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples", explicou.
Ações práticas
Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. "Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência", lembrou dom Leonardo.
O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. "Está na hora da sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados", ressalta.
Para dom Leonardo, o Ano Litúrgico oferece oportunidades para refletir sobre a paz e a realidade da violência. “Os meses temáticos como agosto, mês das vocações, setembro, mês da Palavra de Deus, outubro o mês das missões. Mas desejamos ter um dia para manifestar nas ruas de nossas cidades que acreditamos na paz, na fraternidade”. 
Fonte:CNBB

Paróquia encena vida de São Sebastião

A Paróquia de São Sebastião, do bairro do Alecrim, Natal/RN, realizara encenação da vida e martírio de seu padroeiro, chamado de " Auto de São Sebastião", dia 18 de Janeiro, após a novena. A entrada e franca.


Fonte: Arquidiocese de Natal

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Crianças são batizadas pelo papa Francisco no Vaticano


Na Festa do Batismo de Jesus, celebrada na liturgia do domingo, 11 de janeiro, o papa Francisco batizou 33 crianças, na Capela Sistina. Em sua homilia, Francisco pediu aos pais a darem exemplo aos filhos, com a vivência diária da fé, para que cresçam “imersos no Espírito Santo” e na Palavra de Deus.
“Todos os dias, adquiram o hábito de ler um pequeno trecho do Evangelho, pequeninho e levai sempre convosco uma pequena Bíblia no bolso, na bolsa, para poder lê-la. E isto será o exemplo para os filhos, ver o pai, a mãe, os padrinhos, avós, tios, lerem a Palavra de Deus”.
Sobre o batismo, o papa lembrou que o sacramento insere a criança no corpo da Igreja, no povo santo de Deus. “E neste corpo, neste povo em caminho, a fé é transmitida de geração em geração: é a fé da Igreja. É a fé de Maria, nossa Mãe, a fé de São José, de São Pedro, de Santo André, de São João, a fé dos Apóstolos e dos Mártires, que chegou até nós, através do Batismo. Uma cadeia de transmissão de fé. É muito bonito isto! É um passar de mão em mão a vela da fé”.
A luz da fé que as famílias recebem, disse o papa, deve ser transmitida aos filhos, reiterando que Cristo e Igreja são inseparáveis:
“Esta luz vocês recebem na Igreja, no corpo de Cristo, no povo de Deus que caminha em todos os tempos e em todos os lugares. Ensinem aos vossos filhos que não se pode ser cristão fora da Igreja, não se pode seguir Jesus Cristo sem a Igreja, porque a Igreja é mãe e nos faz crescer no amor a Jesus Cristo”.
Ao final, também deixou um recado aos padrinhos: “Queridos pais, queridos padrinhos e madrinhas, se quiserem que suas crianças se tornem verdadeiros cristãos, ajudem-os a crescer “imersos” no Espírito Santo, ou seja, no calor do amor de Deus, na luz da sua Palavra”.
Com informações e fotos da Rádio Vaticano. 

“É preciso diálogo e tolerância”, disse dom Leonardo sobre atentados na França


Aproximadamente 1,6 milhão de pessoas participaram de manifestação pela liberdade e democracia, na Praça da República, após atentados na França. As 17 pessoas mortas nos ataques, entre elas os profissionais que morreram em um atentado contra a sede do jornal "Charlie Hebdo", foram homenageadas durante o ato, no domingo, 11.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, comentou sobre os atentados em Paris. Para o bispo, a intolerância religiosa está na raiz do problema e, que a solução passa pelo diálogo.
“Quando a religião se torna intolerante, ela não admite crítica, diversidade. E isso é grave. Estamos, hoje, crescendo no mundo com uma espécie de intolerância religiosa não só quanto ao islamismo, há outros exemplos também. Acredito que está chegando o momento, como o papa Francisco tem acentuado e a Igreja sempre tem feito um grande esforço, de dialogar sempre mais, sempre mais”, disse dom Leonardo.
Para o secretário, o diálogo é o único caminho para mostrar a grandeza da fé de cada uma dessas expressões religiosas. “E essa grandeza precisa vir à tona para não se tornar uma ideologia”, expressou o bispo. 
Com informações da Rádio Vaticano

Celebração homenageia Zilda Arns e dá o primeiro passo para beatificar a fundadora da Pastoral da Criança


O primeiro passo para a beatificação da médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, aconteceu no último sábado, 10, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Cerca de 40 mil pessoas de todos os estados brasileiros estiveram presentes na celebração que marcou a entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação de Zilda Arns.
A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. Neste caso, os fiéis apoiam o reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da doutora Zilda.
A celebração eucarística foi conduzida pelo presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, e contou com a presença de mais de 20 bispos de vários municípios brasileiros e autoridades municipais e estaduais.
Beatificação
De acordo com Nelson Arns, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda, o evento foi resultado de uma rede nacional de mobilização, que coletou assinaturas para a moção de apoio à beatificação. O documento com mais de 130 mil assinaturas foi entregue durante a celebração eucarística à arquidiocese de Curitiba e o próximo passo será o encaminhamento do processo completo para o Vaticano.
“O trabalho de minha mãe à frente da Pastoral foi marcado pelo altruísmo e isso permanece até hoje. As pessoas que integram a Pastoral buscam melhorar sua atuação junto às crianças e à sociedade, não pedem nada para si, mas pelos outros. O apoio à beatificação de uma pessoa que não era religiosa também chama a atenção para o fato de que todos os cristãos são chamados à santidade, e não apenas aqueles que seguem a vocação religiosa”, disse.
Para o arcebispo da Paraíba (PB) e membro do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, dom Aldo Di Cillo Pagoto, responsável pelo anúncio de que a Igreja do Brasil daria início ao pedido de beatificação de Zilda, o reconhecimento da médica representaria a valorização do enorme legado deixado por ela. “Zilda dedicou-se à uma certa concepção de vida que precisa ser valorizada. Foi agregadora dos valores de defesa e promoção da vida de crianças e idosos. Seu trabalho tem um caráter sagrado, mas também político. Por isso pedimos reconhecimento para essa líder e benemérita”, declarou.
Biografia
Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina (SC). Ela desenvolveu um importante trabalho social, reconhecido em todos o país. Fundou a Pastoral da Criança em 1983 e, mais tarde, a Pastoral da Pessoa Idosa. A médica pediatra e sanitarista ficou conhecida nacionalmente e em mais 21 países pelo trabalho de combate à mortalidade infantil e de proteção a gestantes e idosos, com a ajuda de um exército de mais de 200 mil voluntários.
A candidata à beata morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti, onde estava em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.  
Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.
Foto do jornal O Tempo

Fonte CNBB

Papa Francisco lembra que reconstrução do Haiti é humana


“Não existe uma verdadeira reconstrução de um país sem reconstruir a pessoa na sua plenitude. Isto significa garantir que todas as pessoas no Haiti tenham o necessário do ponto de vista material, mas ao mesmo tempo que possam viver a própria liberdade, a própria responsabilidade, a própria vida espiritual e religiosa”, afirmou o papa Francisco aos participantes do Encontro do 5º aniversário do terramoto no Haiti.
A reunião realizada no Vaticano, no dia 10, foi organizada pelo Pontifício Conselho Cor Unum do Vaticano e Comissão Pontifícia para a América Latina, com tema “A comunhão da Igreja: memória e esperança para o Haiti cinco anos após o terremoto”. De acordo com a Santa Sé, a proposta do encontro é manter viva a atenção sobre um país que ainda sofre as consequências do abalo e passa por reconstrução.
Esteve presente no encontro uma delegação do Haiti, composta por 12 pessoas, além de representantes dos Dicastérios vaticanos. Também participaram líderes de Conferências Episcopais, de organizações de ajuda e cooperação, os superiores gerais de congregações religiosas e os embaixadores junto à Santa Sé. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esteve representada pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da entidade, dom Leonardo Steiner, a convite do papa Francisco.
Durante a Conferência, o papa lembrou que a reconstrução de um país nunca será atingida se não colocar no centro “a pessoa na sua plenitude”, respeitando as necessidades que tem a nível material e espiritual.
Superar o individualismo
Para Francisco, existe a necessidade de ultrapassar “as barreiras do individualismo”, apostando na cooperação entre as ações “humanitárias” e “pastorais”.
"A comunhão testemunha que a caridade não é apenas ajudar o outro, mas é uma dimensão que permeia toda a vida e rompe todas as barreiras do individualismo que nos impedem de nos encontrar”.
O papa motivou para que haja um trabalho de unidade pela reconstrução do Haiti. “Nesta fase de reconstrução, a atividade humanitária e pastoral não são concorrentes, mas complementares, têm ambas o mesmo sonho: contribuir juntas para formar no Haiti pessoas maduras e cristãos que se gastam para o bem dos irmãos”.
Aos bispos dos países caribenhos, o papa pediu que ajudem a construir uma Igreja “mais viva e fecunda”, além de “zelo e comunhão” para suscitar um “renovado compromisso na formação cristã e na evangelização alegre e frutuosa”.
Memória do terremoto
No ano de 2010, a ilha do Haiti foi atingida por um terremoto, próximo da capital Porto Príncipe. Em seu pronunciamento, o cardeal haitiano, Chibly Langlois, recordou que o desastre causou mais de 230 mil mortes, 300 mil feridos e 1,2 milhões de desabrigados. Atualmente, a Igreja Católica realiza cerca de 200 projetos no país.
Após o terremoto, já foram implementados pela Cáritas Portuguesa mais de 30 projetos financiados por 12 países, incluindo Portugal, nas áreas da alimentação, saúde, recursos hídricos, educação, emprego, habitação e capacitação social.
Com informações da Rádio Vaticano e Agência Ecclesia