segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Faleceu Antônio Bicarato, colaborador da CNBB


Morreu hoje, 24, pela manhã, o colaborador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Antônio Bicarato. Seu Toninho, como era conhecido, atuou na instituição desde 2011, inicialmente como auxiliar de administração e, em seguida, como revisor de textos. Em nota de pesar, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, expressa solidariedade à família, amigos e colaboradores da instituição. "Toninho, oblato redentorista, dedicou sua vida e seus dons com generosa fidelidade à Igreja, na oração diária da Liturgia das Horas e do Rosário de Nossa Senhora, na dedicação aos mais pobres, na educação da família e na pronta disponibilidade para servir. Na CNBB, passaram por suas mãos boletins de notícias, documentos, comunicados e tantas importantes publicações que animaram e colaboraram com a ação evangelizadora da Igreja no Brasil", afirma no texto. Leia, na íntegra, a nota: 
 Nota de pesar pelo falecimento de Antônio Bicarato

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB manifesta pesar pelo falecimento do Sr. Antônio Bicarato, carinhosamente chamado de Toninho. Aos 74 anos, o colaborador estava em tratamento contra um câncer no pâncreas e faleceu na manhã de hoje, 24. O sepultamento está agendado para esta tarde, às 17 horas, em São José dos Campos - SP
Natural de Santa Cruz do Rio Pardo - SP, Toninho atuou na CNBB desde setembro de 2011, inicialmente como auxiliar de administração e, atualmente, como revisor de textos. O assessor era viúvo e deixa cinco filhos e duas netas.
Toninho, oblato redentorista, dedicou sua vida e seus dons com generosa fidelidade à Igreja, na oração diária da Liturgia das Horas e do Rosário de Nossa Senhora, na dedicação aos mais pobres, na educação da família e na pronta disponibilidade para servir. Na CNBB, passaram por suas mãos boletins de notícias, documentos, comunicados e tantas importantes publicações que animaram e colaboraram com a ação evangelizadora da Igreja no Brasil.
Manifestamos nossa solidariedade, unindo-nos fraternalmente aos familiares, amigos e colaboradores desta Conferência no testemunho de fé nas promessas do Ressuscitado.
“Vem, servo bom e fiel, participar da alegria do teu Senhor”! (Mt 25,23)

 Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB


Regional Nordeste 1 tem novo vice-presidente


O regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu o bispo auxiliar de Fortaleza (CE), dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, como vice-presidente temporário, durante a reunião do Conselho Episcopal Regional (Conser), realizada, entre os dias 18 e 20 de novembro, em Fortaleza (CE). Na ocasião, os bispos e coordenadores de pastorais e organismos receberam formação sobre a eclesiologia da Constituição Dogmática Lumen Gentium na perspectiva do texto de estudos da CNBB Nº 107, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade: sal da terra e luz do mundo”.
Com a nomeação do bispo de Iguatu (CE) e vice-presidente do regional Nordeste 1, dom João José Costa, como coadjutor da arquidiocese de Aracaju (CE), foi necessário escolher um substituto até a próxima Assembleia Regional de Pastoral. Durante a reunião também foi escolhido um novo bispo referencial para a Comissão Episcopal para o Laicato. O substituto será o outro bispo auxiliar de Fortaleza, dom Rosalvo Cordeiro de Lima.
A eclesiologia da Constituição Dogmática Lumen Gentium na perspectiva do texto de estudos da CNBB Nº 107 foi apresentada pela professora da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF), Tania Couto. Foram realizados trabalhos em grupos a partir de um questionamento sobre missionariedade.
Encaminhamentos
A reunião do Conser apresentou encaminhamentos para a Assembleia Regional de 2015, que acontecerá em Iguatu, de 8 a 11 de outubro. Em preparação, as dioceses responderão um questionário para avaliação dos planos diocesanos de pastoral e das ações desenvolvidas a partir das cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2011-2015) e das indicações do Plano Regional construído em 2011.
 Com informações e fotografia do regional Nordeste 1 da CNBB

Arquidiocese de Olinda e Recife emite nota de esclarecimento sobre prisão de ex-padre


A arquidiocese de Olinda e Recife (PE) emitiu uma nota de esclarecimento a respeito do ex-padre Mário Roberto Gomes de Arruda, que foi preso na cidade do Cabo de Santo Agostinho (PE). A arquidiocese esclarece que Mário já havia passado por um processo canônico que resultou na perda de seu estado clerical e, portanto, "há três meses ele não pode exercer, válida e licitamente, nenhuma função religiosa, na Igreja Católica Apostólica Romana". Leia, abaixo, a nota: 
 NOTA DE ESCLARECIMENTO
Desde ontem, está sendo divulgada, pelos meios de comunicação social e demais mídias, a notícia da apreensão de uma mulher e dois homens, com 170 quilos de maconha, num imóvel utilizado como igreja, em Pontezinha, município do Cabo de Santo Agostinho. Um dos homens é Mário Roberto Gomes de Arruda, identificado como padre.
Para evitar quaisquer dúvidas, esclareço que o citado senhor Mário Roberto Gomes de Arruda foi ordenado padre, na Arquidiocese de Juiz de Fora (MG). Submetido a um processo canônico, que culminou com a perda definitiva e irrevogável do estado clerical, imposta pelo Papa Bento XVI, ele não pode exercer, válida e licitamente, nenhuma função religiosa, na Igreja Católica Apostólica Romana, que não o reconhece mais como padre.
Ademais, ele não tem nenhuma vinculação com a Arquidiocese de Olinda e Recife, embora esteja residindo no seu território, por razões pessoais.
Recife, 21 de novembro de 2014.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano

Paróquia divulga programação oficial da festa da padroeira

Queridos (as) paroquianos (as),
De maneira capaz, digna e virtuosa a Igreja Católica procura celebrar seus santos e mestres. A festa, em si, proporciona a alegria e a reconciliação entre os participantes, devolvendo a razão da solidariedade humana e cristã que jamais poderá ser negada. Da festa, esperamos sair mais fortes para enfrentar os desafios da vida.
Desta forma, de 29 de novembro até o dia 08 de dezembro, deste ano, fé e devoção mobilizam centenas de católicos, em nossa Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz.
Esperamos que este ano, a festa seja profundamente assinalada pelo princípio da fé, marcada pelo espírito da alegria e, por isso, queremos assinalar a festa no fortalecimento da fé, abalizada pela vivência diária do ensinamento da confraternização e reconfortada na forma do contentamento.
A abertura será com carreata saindo da Igreja Santa Terezinha, Lagoa dAnta, dia 29, com a imagem peregrina da Imaculada Conceição, para Igreja Matriz, onde acontecerá missa presidida pelo Pároco Pe. Francisco de Assis, concelebrada pelo Vigário paroquial, Pe. Pedro Cunha. Durante o perído festivo uma vasta programação será desenvolvida com caminhadas penitenciais, reza do oficio, celebrações eucarísticas, quermesse com funcionamento de barracas e atrações musiciais. No dia 6 de dezembro, será realizado o jantar com Nossa Senhora; dia 7 de dezembro, cavalgando com Nossa Senhora e dia 8, Primeira Eucaristia. 

Paróquia de Nova Cruz reúne Conselho Pastoral


No último sábado, dia 22, foi realizado a reunião do Conselho Pastoral da Paróquia de Nova Cruz. Na ocasião os participantes refletiram sobre a semana missionária que será realizado no mês de janeiro de 2015. O Pároco Pe. Francisco de Assis e dois Freis conduziram a reunião. 










Paróquia de Nova Cruz prepara festa da padroeira



A Paróquia da Imaculada Conceição, de Nova Cruz, está em preparação para a festa da padroeira. Desde o dia 04 de novembro, a imagem centenária e os quadros da Imaculada Conceição estão em peregrinação pelas comunidades e famílias da cidade. Foram confeccionados 50 quadros e cada um tem um missionário responsável, que conduz todos os dias, a visita. Até o dia 28 de novembro, quando encerra a peregrinação, cerca de 1.300 famílias serão visitadas. 

A festa da Imaculada Conceição, de Nova Cruz, será celebrada de 29 de novembro a 8 de dezembro próximo. No dia 29, será realizado a carreata de abertura saindo da Igreja Santa Terezinha, em Lagoa dAnta, para Matriz de Nova Cruz.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Presidência da CNBB apresenta o Ano da Paz e nota pós-eleições


“A paz é fruto da justiça. É importante superarmos as diferenças sociais em nosso país”, disse o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, durante entrevista coletiva à imprensa, realizada hoje, 20, em Brasília. O cardeal referia-se ao Ano da Paz, que será lançado pela Conferência no primeiro domingo do Advento, 30 de novembro, e se estenderá até o Natal de 2015.
 A iniciativa foi aprovada, por unanimidade, pelos bispos do Brasil na 52ª Assembleia Geral da CNBB, em maio deste ano. “A proposta é que o Ano da Paz seja um período de reflexão e ação para a superação da violência”, explicou dom Damasceno.
O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, informou que alguns eventos previstos no calendário da Igreja poderão reforçar a iniciativa como, por exemplo a Campanha da Fraternidade 2015, que terá como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e trará elementos de reflexão sobre a paz.
Segundo dom Leonardo, a proposta é articular ações em âmbito nacional, como caminhadas em favor da paz, em todas as dioceses e cidades do Brasil. “Também há sugestões de iniciativas nas escolas e universidades, com o objetivo de despertarmos nossos jovens para a importância da paz”, acrescentou.
Dom Damasceno disse que a CNBB vai procurar envolver todas as organizações da sociedade. “Precisamos ajudar a reconstruir relações de harmonia, amor, fraternidade e respeito”, disse dom Damasceno. 
Eleições e reforma política
Durante a coletiva, foi divulgada a nota “Brasil pós-eleições: compromissos e desafios”, aprovada na reunião do Conselho Episcopal Pastoral, reunido em Brasília, nos dias 18 e 19 de novembro.
O texto, lido pelo arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário,  recorda aos eleitos em outubro deste ano a responsabilidade que possuem “de não frustrar as expectativas no exercício do seu mandato, bem como o dever de governar para todo o povo brasileiro”.
Os bispos reafirmam a importância da participação da Igreja na Política como auxílio “na construção de uma sociedade justa e fraterna”. A Conferência destaca a urgência da reforma política, como medida contra a corrupção no país.
De acordo com dom Leonardo, já foram coletadas cerca de 600 mil assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Entretanto, são necessárias 1 milhão e 500 mil assinaturas.
“A reforma política é outra urgência inadiável. Convicta disso, a CNBB se empenhará ainda mais na coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. À reforma política, entretanto, é necessário unir outras reformas igualmente urgentes como a tributária e a agrária. O Brasil não pode mais conviver com tanta omissão em relação a estas e outras matérias que lhe são vitais”, afirmam os bispos na nota. 
Segundo dom Damasceno, a intenção é entregar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular ao Congresso Nacional na próxima legislatura,  em fevereiro ou março. "Esperamos que o congresso seja sensível a esse apelo da sociedade e coloque na pauta, como prometeram todos os candidatos. A reforma política foi compromisso de todos", disse o presidente da CNBB.  

CNBB divulga nota "Brasil pós-eleições: compromissos e desafios"


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, hoje,  20, a nota "Brasil pós-eleições: compromissos e desafios". O texto foi aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília, nos dias 18 e 19 de novembro, e recorda aos escolhidos nas eleições de outubro "a responsabilidade colocada sobre seus ombros de não frustrar as expectativas de quem os elegeu" e o "compromisso com a ética, a verdade e a transparência no exercício de seu mandato, bem como o dever de servir a todo o povo brasileiro". Os bispos reafirmam a importância da participação da Igreja na Política como auxílio na construção de "uma sociedade justa e fraterna". Neste sentido, a nota também destaca a urgência da reforma política, como arma contra a corrupção.
Leia o texto na íntegra:

Brasília, 19 de novembro de 2014
P. N. 0914/14
Brasil pós-eleições: compromissos e desafios
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília nos dias 18 e 19 de novembro de 2014, saúda a nação brasileira pela democracia e cidadania vivenciadas nas eleições de outubro deste ano. Cumprimenta a todos que participaram do processo eleitoral e os eleitos. Recorda-lhes a responsabilidade colocada sobre seus ombros de não frustrar as expectativas de quem os elegeu e seu compromisso com a ética, a verdade e a transparência no exercício de seu mandato, bem como o dever de servir a todo o povo brasileiro.
A campanha eleitoral deste ano ratificou o processo democrático brasileiro no qual partidos, candidatos e eleitores puderam debater suas ideias e projetos. Tornou mais visíveis, no entanto, graves fragilidades de nosso sistema político:  sua submissão ao poder econômico financiador das campanhas; o descompromisso de partidos e candidatos com programas, favorecendo debates com ataques pessoais; a prevalência da imagem dos candidatos produzida pelos marqueteiros; o desrespeito, em alguns casos, às leis que combatem a corrupção eleitoral.
Passadas as eleições, urge ao País recompor sua unidade no respeito às diferenças e à pluralidade, próprias da democracia. Nada justifica a disseminação de uma divisão ou de ódio que depõe contra a busca do bem comum, finalidade principal da Política. O bem de todos coloca a pessoa humana e sua dignidade acima de ideologias e partidos.
A construção do bem comum desafia, especialmente, os eleitos em outubro deste ano. A corrupção na Petrobras reforça a sensação de que é um mal que não tem fim. Vemos aqui, claramente, as consequências do financiamento de campanhas por empresas, porta e janela de entrada da corrupção. Nenhum país prospera com corrupção que, no caso do Brasil, lamentavelmente já vem de muitos anos e não se limita à Petrobras.
A reforma política é outra urgência inadiável. Convicta disso, a CNBB se empenhará ainda mais na coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. À reforma política, entretanto, é necessário unir outras reformas igualmente urgentes como a tributária e a agrária. O Brasil não pode mais conviver com tanta omissão em relação a estas e outras matérias que lhe são vitais.
“A política, tão desacreditada, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum” (Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n.205). Nesse espírito, a CNBB reafirma que a sua participação na vida Política é tão importante quanto necessária para ajudar na construção de uma sociedade justa e fraterna. Afinal, “ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela” (Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n.183).
Nossa Senhora Aparecida abençoe o Brasil e os que foram eleitos a fim de que sejam fieis ao seu compromisso com o bem comum.
Fonte: CNBB


Pastoral Afro-Brasileira celebra Dia da Consciência Negra


Hoje, dia 20 de novembro, é celebrado, em todo o Brasil, o Dia da Consciência Negra. Nesta data são enfatizadas as articulações e reflexões sobre direitos, igualdade de oportunidades, liberdade e reconhecimento do povo de descendência africana. 
Durante entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, lembrou que os negros sofrem as consequências da escravidão até os dias hoje. "Por isso mesmo, nós procuramos saudar essa dívida social com os negros que tanto contribuem para a cultura, a história, o desenvolvimento  e elementos religiosos do país".
Também nesta manhã, a Pastoral Afro-Brasileira CNBB promoveu, na sede da instituição,  uma festa chamada tradicionalmente pelas comunidades negras de quizomba. Participaram da iniciativa os bispos, colaboradores e assessores da Conferência. “No Brasil inteiro, toda comunidade hoje tem celebração inculturada ou uma quizomba com demonstração da nossa cultura, exposições, teatros, cantos”, informou o assessor da Pastoral Afro-Brasileira da CNBB, padre Jurandyr Araújo.
O assessor explica que estes eventos têm uma orientação comemorativa, mas também estão voltados para a afirmação da consciência política, da pertença étnico racial e da reivindicação dos direitos da população negra que, de acordo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013, corresponde a 53% da população brasileira.
Pastoral Afro-Brasileira
A valorização da cultura Afro-brasileira é um dos desafios da Pastoral Afro, que atua na defesa do patrimônio cultural e religioso da população negra. O arcebispo emérito da Paraíba (PB), dom José Maria Pires, foi um dos precursores da Pastoral que busca dar espaço aos negros na vida da Igreja. “Eram alguns bispos e padres brancos que achavam que deveriam dar oportunidade aos negros. Então começamos com alguns pequenos movimentos, algumas pequenas celebrações. Aí fomos progredindo,  caminhando, até que nós pudéssemos ter organizada hoje uma verdadeira Pastoral Afro-Brasileira”, recorda.
A criação da Pastoral era, segundo dom José Maria Pires, uma afirmação de que não havia inferioridade no povo de origem africana e que os elementos de sua cultura podiam fazer parte das celebrações.
“Nossas celebrações, por exemplo, são diferentes, claro. Quanto tivemos a missa dos quilombos, lá na serra onde morou Zumbi, a gente viu como aquilo realmente era. Tinham os elementos essenciais da missa, mas, ao mesmo tempo, tinha algo de diferente na celebração. Uma celebração muito alegre, participação com cantos, com danças...”, lembra o arcebispo emérito.
Dom José Maria Pires ressalta que as diferenças étnicas e culturais devem ser respeitadas. “Somos diferentes, temos que nos respeitar mutuamente, não podemos querer que o branco celebre como o negro celebra, mas essas diferenças devem ser levadas em conta não só na parte religiosa, mas na parte social também. O negro tem seu jeito de ser e esse jeito de ser não é uma oposição ao branco, mas uma coisa realmente diferente”, explica.
Participação histórica
Por sua vez, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e referencial para a Pastoral Afro na arquidiocese, dom Pedro Cunha Cruz, aponta a participação do negro na história do Brasil. “Não se pode pensar, portanto, a história do país, na sua construção, sem a participação do negro. Então gostaria que esse dia fosse bem celebrado, bem conscientizado, que outras dioceses também se abrissem a essa inciativa, realmente no sentido de reconhecermos a figura do negro na Igreja e na sociedade”, disse.
Fonte: CNBB

Presidência da CNBB concede entrevista coletiva à imprensa


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concede entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 20 de novembro, às 11 horas, na sede da instituição, em Brasília. Na ocasião, será divulgada a nota “Brasil pós-eleições: compromissos e desafios”.  O texto foi aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília, nos dias 18 e 19 de novembro.
Também estão em pauta na coletiva a realização do Ano da Paz e os preparativos para a 53ª Assembleia Geral da CNBB. O Ano da Paz terá início no primeiro domingo do Advento, 30 de novembro, com a proposta de ser um período de reflexão e ação para a superação da violência.
 Já a 53ª Assembleia Geral da CNBB acontecerá de 14 a 25 de abril de 2015, em Aparecida (SP). Na ocasião, serão eleitos a Presidência da Conferência e os presidentes das comissões episcopais.
Participaram da reunião do Consep a Presidência da CNBB e os presidentes das doze comissões episcopais de pastoral da entidade. Os assessores dessas comissões e representantes das pastorais e organismos vinculados à Conferência também estiveram presentes.
Fonte:CNBB