sábado, 13 de outubro de 2012


28º Domingo do Tempo Comum - Reflexão dominical



A literatura deste 28º domingo do Tempo Comum e 2º domingo do mês missionário nos proporciona a reflexão sobre os verdadeiros valores que devem nortear a nossa vida cristã. Temos a nosso favor a Palavra proclamada e a Eucaristia: seu Corpo compartilhado. Nelas Deus põe à nossa disposição todo o seu ser.

1ª leitura (Sb 7,7-11)

          Segundo a narração bíblica, o rei Salomão teve um sonho: podia pedir o que desejasse e lhe seria concedido.
          Teria ele pedido ouro, saúde, poder, força, ou mesmo o mal para algum possível inimigo seu? Nada disso, mas, ao invés e tão somente ele disse a Deus: “eu não passo de um adolescente, não sei como governar um povo tão numeroso. Dai, pois, ao vosso servo, ó Senhor, a sabedoria, um coração sábio, capaz de discernir entre o bem e o mal” (I Rs 3,4-15).
          É essa, portanto, a reflexão sobre a escolha feita por Salomão, oferecida pela primeira leitura. É admirável o discernimento do rei sábio, entre escolher a sabedoria de Deus e qualquer outro bem. Todos os tesouros e qualquer outro bem, relacionado com a sabedoria são como lama. Sua primeira e grande preocupação não é outra, mas viver e governar a partir da justiça. E foi isso que, de maneira humilde e confiante, ele pediu a Deus e terminou sendo contemplado de maneira generosíssima.
          A sabedoria como dom do Espírito Santo, nos possibilita orientar a nossa vida segundo os intuitos divinos.
Dai-nos, ó Espírito Santo, os dons da inteligência e sabedoria.  Dom de entender e saborear os mistérios divinos...
E o mais importante, é que Jesus constatou que a sabedoria divina é revelada de modo especial entre os de mente e coração abertos, os pequenos e os pobres e é ocultada aos grandes e “inteligentes” deste mundo (Mt 11, 25-26).

Evangelho (Mc 10,17-30)

Talvez não fosse demais, fazer aqui e daqui de onde estamos a seguinte interrogação: O que e como fazer para ser feliz? Contextualizando o trecho bíblico colocado à reflexão, está o Mestre e seus discípulos a caminho de Jerusalém. A finalidade que tem essa e outras viagens realizadas por Jesus, o timoneiro da paz, é a de cunho pedagógica. Como não explicar aos seus seguidores a relação e, consequentemente, o devido cuidado que eles devem ter com os bens materiais, mostrando assim a conduta que eles precisam demonstrar na hora de segui-lo.
Hoje nos deparamos com uma exigência não menos inferior a tantas outras já feitas por Jesus. Dessa feita, trata-se da coragem de desprender-se dos próprios bens. Aliás, é condição para o seguimento ser discípulo missionário a Jesus de Nazaré.
Concretamente, trata-se de um jovem rico que, num certo dia se apresenta e lhe pergunta: “Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?”
No mínimo deve ser um israelita piedoso que sabe que tudo se recebe de Deus “como herança”: a terra (Sl 135,12), a lei (Sl 119, 111), a bênção, as promessas (Hb 6,12), o Reino de Deus (Mt 25,34). Ele só não sabia que nada é concedido como prêmio pelas boas ações. Tudo é dom.
O rapaz demonstra que estava ansioso por encontrar-se com Jesus, o “bom Mestre” para, no mínimo, ser justificado em sua mentalidade e em suas atitudes “ingênuas”. Jesus, porém, não hesitou em desarmá-lo por perceber uma intenção bajuladora: “Ninguém é bom a não ser Deus”.
Um detalhe entre tantos é que no encontro com Jesus é determinante para estar com ele, a superação das prescrições legalistas. O jovem é interpelado a fazer uma retrospectiva dos mandamentos; aliás, ele diz que conhece a todos: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude” (v. 20). O interesse do interpelante é quanto à justiça social: respeito à vida. Deus, portanto, nada pede para si; fazendo para os próximos, fazemos a Ele.
Mais um pormenor: parece tratar-se de um rico. E, esse, tem consciência de não haver cometido injustiças ao acumular riquezas; no final das contas, tudo é consequência das bênçãos divinas. Ora, Jesus comprova que não basta ter feito nada de mal, não basta ter observado, pedagogicamente, os mandamentos, mas exige uma doação total: “Só uma coisa lhe falta: vá, venda tudo o que tem e dê aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me!” (v. 21). A reação do rico evidencia claramente como as riquezas são obstáculos no caminho do Reino (cf. vv. 22-25).
“Será que o rico se salvará?” Jesus ao ouvir a resposta do jovem rico, “fixou nele o olhar e o amou”. Que olhar misericordioso! Não obstante o estado emocional do jovem, Jesus percebe nele possibilidades para avançar, por isso lança a proposta: “Vai, vende tudo o que tens e distribui aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me” (v. 21).
Não é possível tornar-se discípulo seu se o coração não estiver desprendido de tudo o que se possui: sucesso, objetos, honras, e tantas outras mazelas.
Na segunda parte (vv. 23-27) nos relata as considerações de Jesus sobre os perigos das riquezas. Estas constituem o obstáculo mais grave que impede alguém ser promovido a cristão: “É mais fácil – ensina Jesus – passar o camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar o rico no Reino de Deus.”
“Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Aos discípulos que deixam tudo para segui-lo, Jesus lhes garante que usufruirão dos benefícios do Reino de Deus.
Um convite a todos nós: Todos estamos convidados por Jesus a desvencilharmo-nos da escravidão do ter para tornarmo-nos instrumentos de um novo mundo. Esse, sem sombra de dúvida, é o jeito sábio de viver.

Segunda leitura (Hb 4,12-13)
          Dizem ser possível, às vezes, alguns responsáveis pelo comentário sobre as leituras, mas, também outros comunicadores da Palavra, o próprio padre, por exemplo, por não está bem preparado, começa a divagar.
          A leitura de hoje nos ensina que a Palavra de Deus é muito diferente dessas divagações. Ela tem cinco características: a) Ela é “viva e eficaz”; b) A Palavra de Deus, além disso, é “cortante e penetrante” mais do que uma espada afiada, rija, inflexível: penetra até o âmago de quem a escuta; c) Por fim, é também “juiz” de todas as nossas ações.
          Se alguém disser que ao ouvir a Palavra, ele ficou sossegado, tranquilo e calmo, esta certamente não foi Palavra de Deus, foi sim, pluma que acaricia orelhas, ou dosagem de anestésico (algo que suprime a sensibilidade da consciência).
Concluindo:
          - Se queremos ser discípulos missionários do Senhor, procuremos viver sabiamente o que vem de Deus. Sábio é aquele (a) que se esforça a fazer o bem a qualquer um (a).
          - Como se adquire a sabedoria? A sabedoria se adquire e se cultiva pela oração e pela meditação da Palavra de Deus.
          - Peregrino, o serei sempre. Serei, seremos sempre peregrinos neste mundo (casa de Deus), em caminhada para a terra prometida. Mas com a Palavra de Deus nos orientando, nos iluminando; sem ela, nos desorientamos levados por tantas outras “palavras” que pessoas e mundo nos oferecem.

Pe. Francisco de Assis Inácio
Pároco de Nova Cruz - RN

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

2012-10-10 Rádio Vaticana
Brasília (RV) - Terça-feira, 9, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) deram início, em sua sede nacional, em Brasília, à Novena Missionária 2012. A reflexão do primeiro dia foi “Brasil missionário partilha a tua fé”, tema da Campanha deste ano. 
Dirigido pelo Secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), Padre André Luiz de Negreiros, o primeiro encontro apresentou o material da Campanha: cartaz, DVD com testemunhos, envelopes, folhetos dominicais. “Foram enviados mais de 50 toneladas de materiais, frutos de muito trabalho, dedicação de várias pessoas e custo financeiro que precisam ser valorizados pelas comunidades”, orientou o secretário quanto ao uso do material na Igreja no Brasil.
Ainda de acordo com Padre André, o objetivo da Novena Missionária é “criar comunhão com a Igreja no Brasil e com a Igreja e missionários espalhados em todo o mundo”. Foram apresentados também o número de missionários brasileiros além-fronteiras, cerca de 2 mil; o resultado da Coleta do Dia Mundial das Missões 2011 no Brasil, e o destino do dinheiro a projetos missionários em todo o mundo. O testemunho do primeiro dia deu destaque ao Dia Mundial das Missões. 
A cada dia da Novena será passado um vídeo (testemunho) do DVD Missionário. Terça, o Diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Padre Camilo Pauletti, apresentou a Campanha Missionária 2012 e seu testemunho missionário em Moçambique, África, onde morou por seis anos. A reflexão desta quarta, 10, será sobre o “Brasil missionário, partilha a tua fé com a África”.
Dia Mundial das Missões
Neste ano, o Dia Mundial das Missões é celebrado no sábado e domingo, 20 e 21 de outubro, quando haverá a Coleta Nacional em todas as comunidades e instituições católicas. O valor arrecadado deve ser integralmente enviado ao Fundo Universal de Solidariedade, através das Pontifícias Obras Missionárias. Essa contribuição econômica é destinada a projetos missionários em todo o mundo, por meio da Pontifícia Obra da Propagação da Fé.
Acesse o material da Campanha Missionária 2012 em: www.pom.org.br
(CM)

Fonte: Rádio Vaticana

Ano da Fé será aberto no Brasil na festa da Padroeira



O Ano da Fé, que será oficialmente aberto pelo Papa Bento XVI em Roma nesta quinta-feira (11), terá início oficial na Igreja do Brasil no dia 12 de outubro, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. A abertura se dará durante a missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Claudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma onde participa da abertura a convite do papa. 

Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. “O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967”. 

O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária. 

“Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade”, acrescentou o Cardeal.

Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, acrescentou.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Paróquia de Ceará-Mirim realiza Semana Missionária


Padre Bianor Júnior, administrador paroquial de Ceará-Mirim
Foto: Cacilda Medeiros

Uma vasta programação será desenvolvida na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Ceará-Mirim, no período de 14 a 21 de outubro. Trata-se da Semana Missionária. No próximo domingo, às 16 horas, durante celebração eucarística, na Igreja Matriz, os leigos serão enviados em missão.

Durante a semana, os missionários farão visitas ao Hospital Doutor Percílio. Lá, também, haverá atendimento de confissões e será ministrado o Sacramento da Unção dos Enfermos. Nos setores territoriais, haverá momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, reza do terço e do Ofício de Nossa Senhora e celebração de missa. O encerramento da Semana Missionária será no dia 21, às 16h30, na Igreja de São Geraldo.  

A programação completa está disponível no site da Paróquia: www.nsconceicao.com.br.

Fonte: Arquidiocese de Natal 

terça-feira, 9 de outubro de 2012


Três brasileiros ao lado do Papa na abertura do Ano da Fé



Na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, o Santo Padre, o papa Bento XVI, presidirá uma celebração eucarística que marcará o início do Ano da Fé e o 50° da abertura do Concílio Vaticano II. Foram convidados para concelebrar a missa os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, assim como os 69 bispos que participaram do Concílio Vaticano II. Doze deles já confirmaram presença.

Da América Latina, três padres conciliares do Vaticano II concelebrarão com Bento XVI. Dois são brasileiros: o cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), dom Serafim Fernandes de Araújo; e o bispo emérito de Iguatu (CE), dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago. Dom José de Jesús Sahagún, bispo emérito de Ciudad Lázaro Cárdenas, em Michoacán, no México, é o terceiro latino-americano.

Também concelebrando com o Papa estará dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No dia seguinte, dia 12 de outubro, Bento XVI celebrará novamente com os padres conciliares no túmulo de São Pedro.

Fonte: CNBB

Padres de Nova Cruz participarão da Reunião do clero


Os padres Francisco de Assis, Pároco, e Janilson Macedo, vigário paroquial, da Paróquia da Imaculada Conceição de Nova Cruz, participarão da reunião mensal do Clero e dos articuladores de zonal e paroquial, com o arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. 

O encontro vai ser realizado no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (CEMURE), Cidade da Esperança, na próxima terça-feira, 9 de outubro, das 8 às 13 horas. Tradicionalmente, a reunião do clero da Arquiudiocese de Natal acontece na terceira semana do mês, mas, em outubro, foi antecipada para segunda semana.
Fonte: Pascom Nova cruz/RN

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Reza do terço!



O casal Matias Junior e Iracilda convida os fiéis de
Nossa Senhora da Conceição, para a reza do terço
hoje às 19h30 na Gruta Nossa senhora da Conceição,
na rua Maria Cavalcante de Melo,85 -Centro Nova Cruz/RN.
Desde já o casal agradece a quem comparecer a este momento mariano.
Maria cheia de graça!

sábado, 6 de outubro de 2012


27º Domingo do Tempo Comum - Comentário litúrgico




            Nesta introdução ao 27º domingo do tempo comum (07.10.2012), que traz a família como temática central, faz-se necessário acenar para um dos caminhos dos quais percorrem homens e mulheres.
            Dentre esses caminhos, o mais importante, sem sombra de dúvida é a família: uma via comum, mesmo se permanece particular e única, como única é cada homem e cada mulher; uma via da qual o ser humano não pode separar-se. A Igreja une-se com afetuosa solicitude, porque está ciente do seu papel fundamental que a família é chamada a desempenhar (cf. J. Paulo II,Carta às famílias, n. 2).
            Deus criou o homem e a mulher para que vivessem por vocação a doação entre si, conscientes de que são “uma só carne” (I leitura). Seguindo esta mesma lógica, Jesus, no evangelho de hoje, é categórico em afirmar e solicitar aos esposos e esposas que não se esqueçam de viver para sempre o amor, evitando assim que alguém se intrometa a separar, desmantelando o que Deus uniu (Evangelho). Quanto ao texto (Hb, 2,-11), a (II leitura), o autor nos levar a refletir sobre a opção de Jesus para com toda a humanidade, ao identificar-se em sua radical humildade e obediência ao plano de Deus. No final das contas, fidelidade só é provável na obediência a Deus que acontece no amor-solidariedade.
            Queremos ainda chamar atenção para o mês missionário. Neste seu primeiro domingo – que neste ano tem como tema: “Brasil missionário, partilha tua fé” -, a Igreja realça o dom da aliança matrimonial dos casais-protagonistas missionários do amor.

I leitura (Gn 2,18-24)
            Se não estou equivocado, penso que o autor quer tratar do seguinte tema: A realização do ser humano.
            A propósito da narração do texto, é possível que inúmeras indagações e afirmações, desde quando surgiu o texto até os dias atuais, sejam assim formuladas, por exemplo: “É verdade que Adão ficou com menos uma costela?”; “A mulher é inferior ao homem”; “Quanto ao homem, suas faltas não lhe causam nenhuma sanção divina. Sobre a mulher, sim! E, por aí, vai!”.
            Trata-se exatamente da preocupação que os mestres do povo de Israel tinham para responder a determinadas questões de cunho existenciais e também de fé, como as que foram feitas.
            Atenção, irmãos, quanto às perguntas, o próprio Deus responderá a todas.
            O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe um “auxiliar” semelhante a ele” (v18). “Auxiliar”, é o mesmo que submissão na cultura patriarcal? Pode ser, mas aqui neste contexto, não. Aqui, trata-se de igualdade na diferença; companheiros na extensão um do outro. “Necessitam-se, admiram-se, atraem-se mutuamente, unem-se, formam uma só carne”.
            É essa a interpretação bíblica a respeito do homem-mulher. Vejamos a descoberta que alguém tem sobre esse texto: “Por que Deus tirou a mulher do lado (da costela) do homem? Do lado pra caminhar juntos, para ser companheira. Por que não foi tirada do osso do pé? Se fosse pra ela andar debaixo dos pés do homem, Deus a teria tirado do osso do pé. Ela é companheira, por isso foi tirada do osso do lado. É aquela que caminha junto, que decide junto. É aquela que trabalha junto” (Luzia Santos Florêncio). É do lado do coração que nasce a mulher.
            Destas considerações nascem mais uma: duas pessoas se casam para realizar em conjunto um projeto comum.
            Por fim, cuidado para não esquecermos: quanto amor comprovado por parte do Criador! “O artífice divino tudo fez com muita arte e criatividade. E tudo entregou ao nosso cuidado”.

Evangelho (Mc 10,2-16)
            Não são poucas as situações, e algumas delas, por conseguinte, deixam determinados casais totalmente desapontados, a ponto de se perguntarem se ainda vale a pena insistir na tentativa de conciliar uma relação que iniciou na contramão e que vai despontando como irremediavelmente insustentável. “Não seria mais coerente que cada um seguisse o seu caminho, buscando descobrir novas perspectivas de vida?” A essas insistentes e sofríveis indagações, a razão humana responde sem titubear: é melhor a separação!
Nessa mesma linha de pensamento, o Antigo Testamento justifica a possibilidade da efetuação do divórcio, uma vez que era permitido pela lei judaica. Assim, no livro do Deuteronômio (24,1) lê-se: “Quando um homem se casa com uma mulher e consuma o matrimônio, se depois ele não gostar mais dela, por ter visto nela alguma coisa inconveniente, escreva para ela um documento de divórcio e o entregue a ela, deixando-a sair de casa em liberdade,”. Com base nessa orientação, justificava-se a liceidade do divórcio.
Por esses meandros, lá vêm de novo os fariseus com suas armadilhas maldosas, tentando encurralar Jesus. Dessa feita, eles trazem a seguinte questão: “se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher”.
O texto adota o esquema dos diálogos didáticos, ou seja, o processo dialético e pedagógico socrático (maiêutico). Os interlocutores se sentem obrigados a responder, revelando seus pontos fracos. O Mestre corrige a resposta dos interlocutores, apresentando a novidade.
Na perspectiva deuteronomista, o documento de divórcio visava proteger a mulher, coibindo o inveterado arbítrio machista. Com esse documento, a mulher estaria livre para se casar com outro homem, sem ser acusada de ter cometido adultério. Os fariseus, portanto, ao responder que Moisés permitiu escrever o documento de divórcio, legitimam a discriminação, querendo torná-la parte integrante da vontade e do projeto de Deus.
Sábia, livre, corajosa e acertada é a resposta de Jesus, mostrando, em primeiro lugar, que a prática farisaica é um gesto de impiedade e de idolatria; “Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés escreveu esse documento” (v.5). O que Jesus pretende dizer com seu ensinamento é que homem e mulher, unidos em matrimônio, formam uma unidade corpórea indissolúvel. É questão de projeto de Deus! Portanto, quem terá a autoridade de contrariá-lo? “A separação se transforma num atestado destruidor da obra de Deus”.
Terminadas as instruções catequéticas sobre o matrimônio cristão, na última parte do evangelho (vv. 13-16) Jesus retoma a condição da criança e convida os seus discípulos a acolherem o Reino de Deus com ela.
O v. 15 traz a declaração solene de Jesus: “Em verdade, digo a vocês: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará”. Os pobres, portanto, são apresentados como condição para acolher o Reino e entrar nele.
Para compreender melhor a indissolubilidade é preciso voltar a ser criança e deixar-se penetrar por uma sabedoria completamente nova, a de Deus. Eis a condição sine qua non! (sem a qual não!).

II leitura (Hb 2,9-11)
            A segunda leitura está sintonizada com o tema do matrimônio e família segundo o projeto de Deus: Jesus, embora sendo homem como nós, está em condições de entender as dificuldades que encontramos também na execução do projeto de Deus.
            Que não ouçamos tão somente as leituras, mas procuremos apreender o seu conteúdo, tendo-o como luz na execução, sobretudo da compreensão em relação aos casais que se encontram em situações dificílimas. Assim seja!

Pe. Francisco de Assis Inácio
Pároco de Nova Cruz-RN

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Divulgada mensagem sobre o Dia Nacional de Valorização da Família



O secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, João Carlos Petrini, divulgaram hoje, 05 de outubro, uma mensagem sobre o Dia Nacional da Valorização da Família.

No texto, é sugerido que a data, celebrada no dia 21 de outubro, possa proporcionar uma reflexão em favor da evangelização e da valorização da família brasileira.

Leia a mensagem:

Estimado irmão no Episcopado,

Paz!

No CONSEP celebrado no final de setembro do corrente ano abordamos a publicação do Diário Oficial da União de 17 de maio de 2012 a Lei nº 12.647, que institui o Dia Nacional de Valorização da Família. A data será comemorada, anualmente, no dia 21 de outubro, em todo o território nacional.

A reflexão nos levou a sugerir que os Irmãos Bispos, nas Dioceses onde servem, possam aproveitar este dia em favor da evangelização da família brasileira, promovendo atividades e eventos que sinalizem nossa adesão católica. Este dia pode tornar-se um precioso recurso para promover a Família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos. (cf. Carta às Família,10) no exercício da família cidadã.

Como o tempo urge, faltando apenas 18 dias, sugerimos aos estimados irmãos que valorizem este dia através de instrumentos publicitários de propaganda com as insígnias católicas da Diocese e/ou Pastoral Familiar e/ou da CNBB (placa de out door, ou faixas, cartazes, ou algo semelhante). E ainda, vale a pena divulgarmos este dia na perspectiva católica através dos meios de comunicação.

Enviamos, em anexo, um lay-out (modelo publicitário) preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) para uma proposta entre tantas que cada Diocese poderá construir.

Esperamos que essa iniciativa suscite em todo o Brasil a valorização da família.

Em Cristo,

Dom João Carlos Petrini                          Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo de Camaçari-BA                             Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Presidente da CEPVF-CNBB                       Secretário Geral da CNBB


Fonte: CNBB

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dom Jaime encerra celebração aos Mártires de Cunhau e Uruaçu



Monumento aos Mártires e Igreja Matriz recebem peregrinos.
Celebrações também contarão com show do padre Antônio Maria.

Do G1 RN
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Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN  (Foto: Wagner Varela )Monumento aos Mártires de Cunhau e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN (Foto: Wagner Varela )
As comemorações aos Mártires de Cunhau e Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, começaram em setembro. Nesta quarta-feira (3), feriado estadual em homenagem aos mártires, além das missas que ocorrem durante todo o dia, as celebrações também contarão com show do padre Antônio Maria.

Confira a programação:
- Terça-feira, dia 02
17h: Adoração ao Santíssimo Sacramento.
18h: Caminhada do Terço Luminoso da Comunidade de Uruaçu para o Monumento dos Mártires.
- Quarta-feira, dia 03
07h: Missa no Monumento.
07h: Missa na Matriz de São Gonçalo do Amarante.
09h: Missa na Vila de Uruaçu.
10h: Missa no Monumento de Uruaçu.
12h: Missa no Monumento de Uruaçu.
10h às 16h: Confissões.
14h: Auto dos Mártires.
16h: Show com Padre Antônio Maria.
17h: Concelebração presidida pelo Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha.
O território são-gonçalense foi banhado com muito sangue, quando no dia 03 de outubro de 1645 ocorreu o 'Massacre de Uruaçu', onde 28 cristãos foram mortos por índios e soldados holandeses.
Jacob Rabi, alemão a serviço do governo holandês, vivia com os índios Tapuias. Em conjunto com Paraopeba, chefe indígena convertido ao calvinismo, lideraram o massacre. Durante uma celebração, logo após a elevação da hóstia, soldados holandeses trancaram todas as portas da igreja. Já esperando estavam os índios potiguares e tapuias que invadiram o local e mataram os colonos presentes à missa. Foram praticados atos com requinte de crueldade. Alguns tiveram o direito à despedida.
A sobrevivência dependia da conversão ao calvinismo, fato rejeitado. Suas línguas foram arrancadas para que não fizessem orações católicas. Braços e pernas foram decepados, crianças partidas ao meio e muitos corpos degolados. Este foi o cenário do morticínio. Porém, todos oraram com muita fé até a morte.

O Padre Ambrósio Francisco Ferro, ainda vivo, foi muito torturado. Mateus Moreira teve seu coração arrancado pelas costas e, mesmo com todo o sofrimento, ainda pronunciou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Ninguém renegou a Deus e nem a Igreja. Morreram com fé e fidelidade.
O processo de beatificação deu início em 15 de maio de 1988, quando Dom Alair Vilar iniciou o estudo sobre os Mártires de Uruaçu e Cunhau, designando posteriormente Monsenhor Francisco de Assis Pereira o postulador da causa. No dia 05 de Maio de 2000 ocorreu a beatificação oficializada em Roma, pelo Papa João Paulo II.
Em homenagem ao morticínio, foi erguido um monumento na localidade de Uruaçu, próximo aonde ocorreu o martírio, denominado 'Monumento aos Mártires', que foi inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000 com a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo diversas autoridades eclesiásticas e governamentais.
O local abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O Monumento aos Mártires foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior, tendo capacidade para receber 20 mil peregrinos. Atrás do palco há um painel medindo 30 metros. O Capelão do monumento é o Padre Antônio Murilo de Paiva.

A cidade se encontra receptivo a todos que buscam reafirmar sua fé, conhecendo o local que foi palco de um grande massacre. No dia 03 de outubro é feriado estadual em comemoração ao Dia dos Mártires de Uruaçu e Cunhau, segundo Lei Nº 8.913/2006.

Fraternidade prepara 6º Consagra-te


Dom Matias, um dos assessores do encontro
CRÉDITO: Cacilda Medeiros



A Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus definiu a programação do 6º Consagra-te, marcado o período de 19 a 21 de outubro, na Casa de Retiro da Fraternidade, em Parnamirim, com o tema: “E as portas do inferno não prevalecerão”.

Entre os pregadores, estão confirmados o Arcebispo emérito de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo; Frei Paulo Maria, assistente nacional da Milícia da Imaculada; Padre Miguel Lencastre, co-fundador do Movimento de Schoestant; e o Padre Stanley Lopes, coordenador regional do Movimento Sacerdotal Mariano.

Cerca de 600 pessoas são esperadas para o encontro. As inscrições estão abertas e podem ser feitas na casa de formação da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus, situada na Rua Júlio Gomes Moreira, 1372, no bairro Barro Vermelho, em Natal, às terças, quintas e domingos, das 15 às 21 horas. A taxa de inscrição, incluindo hospedagem e alimentação, é de R$ 60,00. Sem hospedagem e sem alimentação, a inscrição custa R$ 10,00.

Os interessados podem obter mais informações no site www.discipulosdamaededeus.com.br.

Fonte: Arquidiocese de Natal