quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Divulgada mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial do Doente 2015


O Vaticano divulgou hoje, 30 de dezembro, a mensagem do papa Francisco para o 23º Dia Mundial do Doente. Instituído pelo papa João Paulo II em 1992, o Dia Mundial do Doente é celebrado em 11 de fevereiro, festividade da Virgem de Lourdes. Leia, na íntegra, o texto:
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
 PARA O XXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE 
(11 DE FEVEREIRO DE 2015)
«Sapientia cordis. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Jó 29, 15)»

Queridos irmãos e irmãs,

Por ocasião do XXIII Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II, dirijo-me a todos vós que carregais o peso da doença, encontrando-vos de várias maneiras unidos à carne de Cristo sofredor, bem como a vós, profissionais e voluntários no campo da saúde.
O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29, 15). Gostaria de o fazer na perspectiva da «sapientia cordis», da sabedoria do coração.
1. Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstrato, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente. 
2. Sabedoria do coração é servir o irmão. No discurso de Jó que contém as palavras «eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo», evidencia-se a dimensão de serviço aos necessitados por parte deste homem justo, que goza de uma certa autoridade e ocupa um lugar de destaque entre os anciãos da cidade. A sua estatura moral manifesta-se no serviço ao pobre que pede ajuda, bem como no cuidado do órfão e da viúva (cf. 29, 12-13).
Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode-se contar de modo particular com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja.
3. Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20, 28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 27).
Com fé viva, peçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de compreender o valor do acompanhamento, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo a estas irmãs e a estes irmãos que, graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados. E, ao invés, que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a «qualidade da vida» para fazer crer que as vidas gravemente afectadas pela doença não mereceriam ser vividas!
4. Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).
Por isso, gostaria de recordar uma vez mais a «absoluta prioridade da “saída de si próprio para o irmão”, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179). É da própria natureza missionária da Igreja que brotam «a caridade efectiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove» (Ibid., 179).
5. Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar. A caridade precisa de tempo. Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles, como fizeram os amigos de Jó: «Ficaram sentados no chão, ao lado dele, sete dias e sete noites, sem lhe dizer palavra, pois viram que a sua dor era demasiado grande» (Job 2, 13). Mas, dentro de si mesmos, os amigos de Jó escondiam um juízo negativo acerca dele: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa dele. Pelo contrário, a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado.
A experiência de Jó só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para conosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas também verificação da fé (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de Abril de 2014).
Mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade levam a melhor sobre a nossa vida de doação, a experiência do sofrimento pode tornar-se lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a sapientia cordis. Por isso se compreende como Jó, no fim da sua experiência, pôde afirmar dirigindo-se a Deus: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora vêem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela própria inteligência, de o compreender até ao fundo.
6. Confio este Dia Mundial do Doente à protecção materna de Maria, que acolheu no ventre e gerou a Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração.
Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Dezembro – Memória de São Francisco Xavier – do ano 2014.

Franciscus

Fonte CNBB

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014



O blog Gruta Nossa Senhora da Conceição,
 através do casal Matias Junior e Iracilda,
 deseja a todos um Feliz Ano Novo!

Clero e articuladores refletem sobre tema da Campanha da Fraternidade

LEGENDA: Padre Vanzella, por ocasião da reunião do clero, dia 18 de dezembro
CRÉDITO: Antônio Roberto.


O clero da Arquidiocese de Natal e os articuladores paroquiais se reuniram dia 18 de dezembro, no salão pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, em Natal, para um momento de formação sobre a Campanha da Fraternidade 2015, que abordará o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, e terá como lema “Eu vim para servir” (Mc 10,45).

O palestrante do encontro foi o padre José Adalberto Vanzella, sacerdote da Diocese de Taubaté(SP). Ele falou em entrevista o quanto acha importante esse momento de formação: “A Igreja é, antes de tudo, aquela que se envolve com o povo na construção do Reino de Deus, caso contrário nós não conseguiremos dar conta da nossa missão evangelizadora. As questões sociais devem ser analisadas pelo clero, juntamente com o povo, e esse é um passo fundamental no desenvolvimento de projetos dentro das paróquias”. Na visão do Pe. Vanzella, a CF 2015 poderá trazer muitos frutos para a Igreja. “Vai fazer com que a Igreja reveja e avalie sua postura frente às questões sociais, tudo ainda dentro do contexto da conversão pastoral. A sociedade, por sua vez, poderá reencontrar valores que fundamentam a construção do bem comum e a própria emancipação do ser humano”, disse. 


No site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) há materiais que podem ser baixados, como o cartaz, textos formativos, hino, partitura e a oração. Basta acessar o endereço:http://www.cnbb.org.br/

Fonte: Arquidiocese de Natal

Arcebispo e Vigário Geral visitaram Projeto "Atitude Cooperação"


O Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, e o Vigário Geral, Padre Edilson Nobre, visitaram as instalações do Projeto "Atitude Cooperação". Trata-se um projeto vinculado à ONG fundada por cooperados da Unimed-Natal, em parceria com diversas entidades da sociedade, dentre elas a Arquidiocese de Natal, visando o bem estar social e a propagação da dignidade da pessoa humana, através da música, atividades desportivas e outras. 

Na oportunidade, o Arcebispo e o Vigário Geral foram acolhidos pela diretoria da ONG e pelo Padre Antônio Teixeira, pároco da Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, em Felipe Camarão, zona oeste de Natal, que assiste, pastoralmente, a região onde está sediado Projeto. Por ocasião da visita, foi feita, também, a entrega das chaves e posterior bênção da Casa Paroquial. A visita aconteceu sábado, 27.


TEXTO/FOTOS: Ândreson Madson

Fonte: Arquidiocese de Natal

III Corrida Rústica de São Sebastião acontecerá dia 17 de janeiro



A terceira edição da  Corrida Rústica de São Sebastião será realizado dia 17 de janeiro, com largada em frente à Igreja São Sebastião, na cidade de Nova Cruz/RN, e percurso de 8.100 (oito mil e cem) metros, contemplando uma volta nas principais ruas da cidade. O evento será realizado pela Associação Cultural Esporte Clube União de Nova Cruz, com apoio do Conselho da Comunidade de Nova Cruz, Ministério Público (2ª Promotoria de Justiça de Nova Cruz),  Poder Judiciário (Juizado Especial Criminal e Vara Criminal) da Comarca de Nova Cruz/RN, Polícia Militar, através do 8º Batalhão de Polícia Militar e 5º Distrito Policial Rodoviário de Trânsito, Igreja Católica através da Paróquia da Imaculada Conceição e Prefeitura Municipal de Nova Cruz, com assessoria técnica da Equipe de Atletismo Desafio de Natal/RN.

Local e data das inscrições

As inscrições estarão abertas no período de 02 a 15 de janeiro de 2015 (*), e poderão ser feitas nos seguintes locais:
Nova Cruz: Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, das 08:00 às 17:00 horas
Natal: na Pista de Atletismo da UFRN, com o Professor Batista da Equipe de Atletismo Desafio, nas 3ª e 5ª feira, das 17:00 às 19:30 horas;
Internet: através do site www.equipedesafio.esp.br.(*)
Observações:
(*) Já estão abertas as inscrições via Internet.
Dependendo do número de inscritos e a critério da organização da prova, poderá abrir-se concessão para inscrição no dia do evento, até uma hora antes da largada da prova.

Taxa de inscrição:

A inscrição será realizada mediante a contribuição de uma (1) lata de leite em pó, que será doada às crianças carentes de Nova Cruz/RN. A doação acima mencionada deve ser entregue no momento em que o atleta for retirar o seu kit de participação da prova, no dia 17/01/2015.
Entrega do kit do atleta:

Todos os atletas inscritos, independentemente do local em que fizeram suas inscrições, receberão o Kit de Participação, no dia do evento, no local da largada, a partir das 14:00 horas. 

Saiba mais sobre a corrida: www.equipedesafio.esp.br








Fotos da II Corrida realizada em 2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Papa pede pela paz e pelas crianças vítimas da violência


Na tradicional mensagem Urbi et orbi, o papa Francisco chamou a atenção para os refugiados de todo o mundo. Pediu paz ao Oriente Médio, à Ucrânia e aos países africanos que sofrem com os  inúmeros conflitos. Lembrou ainda das crianças vítimas de todo tipo de violência. “Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão “, pediu Francisco. Leia, na íntegra, a mensagem.

Mensagem Urbi et Orbi
Natal 2014 
 Queridos irmãos e irmãs, bom Natal!
Jesus, o Filho de Deus, o Salvador do mundo, nasceu para nós. Nasceu em Belém de uma virgem, dando cumprimento às profecias antigas. A virgem chama-se Maria; o seu esposo, José.
São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que acorreram à gruta e adoraram o Menino. E mais tarde o Espírito guiou até ao templo de Jerusalém Simeão e Ana, humildes anciãos, e eles reconheceram em Jesus o Messias. «Meus olhos viram a salvação – exclama Simeão – que ofereceste a todos os povos» (Lc 2, 30-31).
Sim, irmãos, Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo!
A Ele, Salvador do mundo, peço hoje que olhe para os nossos irmãos e irmãs do Iraque e da Síria que há tanto tempo sofrem os efeitos do conflito em curso e, juntamente com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, padecem uma perseguição brutal. Que o Natal lhes dê esperança, como aos inúmeros desalojados, deslocados e refugiados, crianças, adultos e idosos, da Região e do mundo inteiro; mude a indiferença em proximidade e a rejeição em acolhimento, para que todos aqueles que agora estão na provação possam receber a ajuda humanitária necessária para sobreviver à rigidez do inverno, retornar aos seus países e viver com dignidade. Que o Senhor abra os corações à confiança e dê a sua paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra abençoada do seu nascimento, sustentando os esforços daqueles que estão ativamente empenhados no diálogo entre Israelitas e Palestinos.
Jesus, Salvador do mundo, olhe para quantos sofrem na Ucrânia e conceda àquela amada terra a graça de superar as tensões, vencer o ódio e a violência e embocar um caminho novo de fraternidade e reconciliação.
Cristo Salvador dê paz à Nigéria, onde – mesmo nestas horas – mais sangue foi derramado e muitas pessoas se encontram injustamente subtraídas aos seus entes queridos e mantidas reféns ou massacradas. Invoco paz também para outras partes do continente africano. Penso de modo particular na Líbia, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e nas várias regiões da República Democrática do Congo; e peço a quantos têm responsabilidades políticas que se empenhem, através do diálogo, a superar os contrastes e construir uma convivência fraterna duradoura.
Jesus salve as inúmeras crianças vítimas de violência, feitas objeto de comércio ilícito e tráfico de pessoas, ou forçadas a tornar-se soldados; crianças, tantas crianças vítimas de abuso. Dê conforto às famílias das crianças que, na semana passada, foram assassinadas no Paquistão. Acompanhe todos os que sofrem pelas doenças, especialmente as vítimas da epidemia de ébola, sobretudo na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Ao mesmo tempo que do íntimo do coração agradeço àqueles que estão trabalhando corajosamente para assistir os doentes e os seus familiares, renovo um premente apelo a que sejam garantidas a assistência e as terapias necessárias.
Jesus Menino. Penso em todas as crianças assassinadas e maltratadas hoje, seja naquelas que o são antes de ver a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo de uma cultura que não ama a vida; seja nas crianças desalojadas devido às guerras e perseguições, abusadas e exploradas sob os nossos olhos e o nosso silêncio cúmplice; seja ainda nas crianças massacradas nos bombardeamentos, inclusive onde o Filho de Deus nasceu. Ainda hoje o seu silêncio impotente grita sob a espada de tantos Herodes. Sobre o seu sangue, estende-se hoje a sombra dos Herodes do nosso tempo. Verdadeiramente há tantas lágrimas neste Natal que se juntam às lágrimas de Jesus Menino!
Queridos irmãos e irmãs, que hoje o Espírito Santo ilumine os nossos corações, para podermos reconhecer no Menino Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria, a salvação oferecida por Deus a cada um de nós, a todo o ser humano e a todos os povos da terra. Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão. Que este poder divino tire, com a sua mansidão, a dureza dos corações de tantos homens e mulheres imersos no mundanismo e na indiferença, na globalização da indiferença. Que a sua força redentora transforme as armas em arados, a destruição em criatividade, o ódio em amor e ternura. Assim poderemos dizer com alegria: «Os nossos olhos viram a vossa salvação».
Com estes pensamentos, a todos bom Natal!
Fonte CNBB

Papa diz que "é grande a necessita que o mundo tem ternura"


Ao presidir a missa da vigília de Natal, na noite desta quarta-feira, 24 de dezembro, na Basílica de S. Pedro, o papa Francisco disse que "é grande a necessidade que o mundo tem de ternura". Leia, na íntegra, a homilia do papa.

Solenidade do Natal do Senhor
Homilia do Papa Francisco

Basílica Vaticana
Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2014

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). «Um anjo do Senhor apareceu [aos pastores], e a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). É assim que a Liturgia desta santa noite de Natal nos apresenta o nascimento do Salvador: como luz que penetra e dissolve a mais densa escuridão. A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria.
Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte.
A origem das trevas que envolvem o mundo perde-se na noite dos tempos. Pensemos no obscuro momento em que foi cometido o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Caim, cego pela inveja, feriu de morte o irmão Abel (cf. Gn 4, 8). Assim, o curso dos séculos tem sido marcado por violências, guerras, ódio, prepotência. Mas Deus, que havia posto suas expectativas no homem feito à sua imagem e semelhança, esperava. Deus esperava. O tempo de espera fez-se tão longo que a certo momento, quiçá, deveria renunciar; mas Ele não podia renunciar, não podia negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). Por isso, continuou a esperar pacientemente face à corrupção de homens e povos. A paciência de Deus... Como é difícil compreender isto: a paciência de Deus para conosco!
Ao longo do caminho da história, a luz que rasga a escuridão revela-nos que Deus é Pai e que a sua paciente fidelidade é mais forte do que as trevas e do que a corrupção. Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido; e todos os dias, com paciência. A paciência de Deus!
A profecia de Isaías anuncia a aurora de uma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afeto de José, pela maravilha dos pastores. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento do Redentor, fizeram-no com estas palavras: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). O «sinal» é precisamente a humildade de Deus, a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afeto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.
Nesta noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e reclinado numa manjedoura, somos convidados a refletir. Como acolhemos a ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor!» – poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a procurar-me, a encontrar-me e a cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?
E ainda: temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje de ternura! Paciência de Deus, proximidade de Deus, ternura de Deus.
A resposta do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe: «Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito».
Queridos irmãos e irmãs, nesta noite santa, contemplamos o presépio: nele, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Viram-na as pessoas simples, as pessoas dispostas a acolher o dom de Deus. Pelo contrário, não a viram os arrogantes, os soberbos, aqueles que estabelecem as leis segundo os próprios critérios pessoais, aqueles que assumem atitudes de fechamento. Contemplemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: «Ó Maria, mostrai-nos Jesus!»
Fonte: CNBB

"Como todo corpo, a Igreja também está exposta às enfermidades", diz papa Francisco


Foto: AP









“A Cúria é sempre chamada a melhorar e crescer em comunhão, santidade e sabedoria para realizar plenamente sua missão”, disse o papa Francisco durante o encontro anual para as felicitações de Natal com os membros dos dicastérios, conselhos, escritórios, tribunais e comissões do Vaticano, ocorrido na segunda-feira, dia 22. Na ocasião, o bispo de Roma afirmou que, “como todo corpo, a Igreja também está exposta às enfermidades” e convidou os presentes a realizarem um exame de consciência ao citar as 15 doenças mais frequentes na vida da cúria.

Francisco citou doenças como “sentir-se imortal, imune e inclusive indispensável”, “endurecimento mental e espiritual”, “o Alzheimer espiritual” e “a rivalidade e a vanglória”. Para ele, as doenças e tentações que elencou são “naturalmente um perigo para todo cristão e para toda cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial e podem atingir quer em nível individual quer comunitário”.
O pontífice reiterou que é necessário esclarecer que só o Espírito Santo pode curar todas as enfermidades. “É o Espírito Santo que sustenta todo esforço sincero de purificação e toda boa vontade de conversão. É Ele que nos faz compreender que todo membro participa da santificação do corpo ou do seu enfraquecimento”, disse.
Ao citar uma frase que havia lido, a qual conta que “os sacerdotes são como aviões: só são notícia quando caem, mas há tantos que voam”, Francisco lembrou que “muitos criticam e poucos rezam por eles” e ressaltou a “importância e delicadeza” do serviço sacerdotal e o mal causado ao corpo da Igreja por um padre que “cai”. Para que isso não aconteça, sugeriu a preparação à Confissão, pedindo à Virgem Maria “que cure as feridas do pecado que cada um de nós tem no seu coração e que ampare a Igreja e a Cúria a fim de que sejam sadias e saneadoras; santas e santificadoras para a glória do seu Filho e para a nossa salvação e do mundo inteiro”.
Fonte: CNBB

sábado, 27 de dezembro de 2014

Blog da Gruta Nossa Senhora da Conceição tem novo layout

Página do blog 
 Antes


Com objetivo de proporcionar melhor interação com nossos leitores internautas, o Blog da Gruta Nossa Senhora da Conceição está com novo layout. A partir de hoje, 27/12, além de uma página totalmente diferente os nossos seguidores vão ouvir músicas católicas da Rádio Mãe Aparecida.


Desde  já agradecemos sua visita e acesso. Desejamos um ano novo repleto de realizações!!!

Nova página do blog 





segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Papa Francisco convoca Consistório para criação de novos cardeais

A Santa Sé informou a decisão do papa Francisco em realizar um Consistório para a criação de novos cardeais. A reunião ocorrerá no Vaticano, dias 14 e 15 de fevereiro. Os nomes dos novos purpurados serão divulgados somente um mês antes do Consistório. O comunicado foi transmitido pelo diretor da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi, durante coletiva sobre o Grupo dos nove cardeais, que esteve reunido em Roma de 9 a 11 de dezembro, para tratar da reforma da Cúria.
Segundo o padre Federico Lombardi, o papa Francisco participou dos encontros do grupo dos nove cardeais, “escutando tudo com grande atenção”. Os dois primeiros dias do encontro foram dedicados ao relatório e reflexões sobre as observações feitas por ocasião da reunião dos chefes de Dicastério da Cúria, presidida pelo papa Francisco, em 24 de novembro, quando foram apresentadas novas propostas e orientações sobre a reforma da Cúria.
Entre os assuntos, foram tratados a reorganização de alguns Pontifícios Conselhos, como o dos Leigos, da Família, da Justiça, Paz e Caridade. Conforme padre Lombardi, trata-se de um processo de reforma, de aprofundamentos  e não foram tomadas decisões. 
Com informações do News.va