domingo, 3 de março de 2013


A despedida de Bento XVI



O Papa Bento XVI prometeu nesta quinta-feira (28) "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor, ao falar brevemente no seu encontro de despedida com os cardeais, no Vaticano, no dia de sua histórica renúncia.

"Continuarei próximo a vocês em oração, especialmente nos próximos dias, em que elegem o novo Papa, ao qual hoje declaro incondicionais reverência e obediência", disse.
Bento XVI também apelou para que a Igreja Católica permaneça unida.
 Papa destacou a proximidade, a solidariedade e os conselhos que recebeu dos cardeais em seus oito anos de pontificado.

"Nestes anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiante no caminho da Igreja, ao lado de momentos nos quais as nuvens se condensavam no céu. Tentamos servir a Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total, que é a alma de nosso Ministério", disse.

Bento XVI afirmou ainda que o Colégio Cardinalício deve ser "como uma orquestra, na qual a diversidade possa levar a uma harmonia de concórdia".

"Permaneçamos unidos, queridos irmãos, nas preces e especialmente na eucaristia. Assim servimos à Igreja e a toda à humanidade. Esta é nossa alegria, que ninguém nos pode tirar", disse.

Bento XVI disse ainda que a Igreja não é uma "instituição inventada por alguém, construída sobre uma mesa, mas uma realidade viva, que vive se transformando, embora sua natureza continua sendo sempre a mesma, já que sua natureza é Cristo".
'Gratidão'

Os cardeais, representados pelo decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano,  expressaram sua "gratidão" a Bento XVI por seus oito anos de pontificado. Sodano disse que Bento XVI foi um "exemplo".

Cerca de 144 cardeais participam do encontro, na Sala Clementina, no Vaticano, segundo Federido Lombardi, porta-voz do Vaticano.
Eles receberam Bento XVI com um aplauso de despedida. Depois, os cardeais se despediram separadamente de Bento XVI, beijando sua mão.
Renúncia

A renúncia deve se tornar efetiva às 20h locais (16h de Brasília).

A partir da renúncia, quando passará a ser Papa Emérito, ele deve passar cerca de 2 meses no Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas, permanecendo distante da movimentação em torno da reunião de cardeais que escolherá seu sucessor, o conclave, que deve ser formalmente convocado nesta sexta-feira.
Depois do encontro com cardeais, no Pátio de Saint-Damase, no coração do Vaticano, a Guarda Suíça carregará suas bandeiras em saudação ao pontífice.
Por volta das 13h (horário de Brasília),  Bento XVI irá para o heliporto para viajar a Castel Gandolfo,  que fica 25 km ao sul de Roma. Lá, ele saudará  os fiéis a partir da varanda. Esta será sua última aparição como chefe da Igreja.

Nada de especial está previsto quando o relógio badalar oito horas da noite (hora local), momento em que oficialmente termina o pontificado. Ele provavelmente estará em oração na capela neste momento.
Neste horário, o pequeno destacamento da Guarda Suíça, em frente à residência, fechará a porta e colocará assim um fim ao seu serviço, reservado exclusivamente ao Papa. Mas a polícia vai continuar a garantir a segurança de Sua Santidade, o Papa Emérito.
Após os dois meses na residência de verão, o Papa Emérito vai se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano.
Última audiência pública

Em sua audiência publica, nesta quarta-feira (27), Bento XVI disse  que tem "grande confiança" no futuro da Igreja Católica e afirmou que seu papado teve "águas agitadas"

Milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à última audiência pública do pontificado de Bento XVI.

Falando à multidão, Bento XVI afirmou que seu papado, iniciado em abril de 2005, teve alegrias, mas também muitas dificuldades. O pontífice disse que enfrentou "águas agitadas e vento contrário".

"O Senhor nos deu muitos dias de sol e ligeira brisa, dias nos quais a pesca foi abundante, mas também momentos nos quais as águas estiveram muito agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja e o Senhor parecia dormir", disse.
Mas ele afirmou ter fé em que Deus não vai deixar a Igreja "afundar".
Fonte: Globo.com

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Arquidiocede de Natal comemorará 13 anos da beatificação dos Protomártires

 Monumento aos Mártires, em Uruaçu
Foto: Cacilda Medeiros
 
Os 13 anos da beatificação dos Protomártires do Brasil vão se completar no próximo dia 5 de março. Para comemorar a data, a Arquidiocese está organizando uma celebração solene em ação de graças, no dia 9, às 18 horas, no Monumento aos Mártires de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. A missa vai ser presidida pelo Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. A beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu ocorreu em 5 de março de 2000, no Vaticano, presidida pelo então Papa João Paulo II.

Fonte: Arquidiocese de Natal

Arquidiocese de Natal lança calendário em comemoração dos 50 anos da CF



A coordenação de Campanhas, na Arquidiocese de Natal, confeccionou um calendário de mesa, destacando, a cada mês, um dos cartazes da Campanha da Fraternidade, nestes 50 anos. Em janeiro, o cartaz em destaque é do ano de 1964; em fevereiro, o de 1966; em março, o de 1970; em abril, de 1972; em maio, o de 1981; em junho, de 1982; em julho, de 1992; em agosto, do ano 2000; em setembro, de 2006; em outubro, de 2008; em novembro, de 2011, e, em dezembro, o cartaz de 2013.

O calendário, com 12 páginas, foi produzido por ocasião da comemoração dos 50 anos da Campanha da Fraternidade. Ainda pode ser adquirido, ao preço de três reais, a unidade, na Livraria da Paróquia da Catedral.



Fonte: Arquidiocese de Natal

Após a renúncia, o Papa continuará a chamar-se “Sua Santidade Bento XVI”

 
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, realizou na manhã desta terça-feira (26), mais uma coletiva de imprensa, em que esclareceu algumas das muitas dúvidas dos jornalistas.

Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. O diretor respondeu que continuará a chamar-se “Sua Santidade Bento XVI”, mas também será chamado “Papa Emérito” ou “Romano Pontífice Emérito”.

Sobre as vestes: branca, simples, sem mantelete. Não são mais previstas os sapatos vermelhos. “Parece que o Papa ficou muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon”, disse padre Lombardi.

Não usará mais o anel do pecador, para o qual o Camerlengo, com o decano, darão o fim que a Constituição prevê.

Sobre o dia de hoje, o Papa a transcorrerá em oração e preparação para a transferência a Castel Gandolfo.

Para a Audiência Geral de quarta-feira, foram distribuídos 50 mil bilhetes. Prevê-se o mesmo esquema: um amplo giro com o papamóvel. Não terá lugar o “beija-mão” – este será feito após a Audiência Geral, na Sala Clementina, para algumas autoridades, como o Presidente da Eslováquia, o Presidente da região da Baviera.

Quinta-feira, às 11h, haverá a saudação aos Cardeais, com o discurso do Decano no início. Às 16h55 (hora local), a partida de carro do pátio de São Dâmaso, saudação dos superiores. No heliporto, haverá a saudação do Cardeal Decano. Às 17h15, a chegada a Castel Gandolfo, onde estarão presentes o Bispo de Albano e outros autoridades. Às 17h30, no Pátio interno o Papa saúda os fiéis – a última saudação pública do Santo Padre. Às 20h, a Guarda Suíça, fecha a porta do Palácio Apostólico, encerrando o serviço para o Papa como chefe da Igreja.

Fonte: CNBB


Presidente da CNBB: "Muitos comparavam o papa Bento 16 aos grandes padres do início da igreja"


Em entrevista concedida ao jornal "Folha de Sâo Paulo", o cardeal dom Raymundo Damasceno trata de várias questões relacionadas ao momento presente vivido pela Igreja, elogia o Papa Bento XVI e fala da expectativa da eleição do novo Papa.

Folha – O que significa “sinais dos tempos” para o senhor?

Dom Raymundo Damasceno Assis – Significa mudanças profundas que todos nós experimentamos. Estamos falando hoje de uma mudança de época, e não de uma época de mudanças. Não são mudanças superficiais, mas que atingem a pessoa, os seus valores, o seu modo de viver, o seu estilo de vida, a sua maneira de julgar as coisas e de se relacionar com Deus, com o próximo, com a natureza.

O avanço das comunicações está afetando as pessoas no comportamento, nos valores, nas relações. Basta pensarmos hoje no celular, na internet, em todos esses meios modernos de comunicação, blog, YouTube etc.

Há a crise pela qual a família passa, o modelo de família hoje. São muitas as mudanças que estamos enfrentando, e a igreja tem de estar atenta a isso. São sinais dos tempos que nos falam também e que, portanto, o papa e nós, os bispos, temos de estar atentos para responder pastoralmente.

São muitos os desafios, não podemos desconhecer que a igreja também vive neste mundo, numa realidade histórica, não é só humana e divina. E a missão da igreja é responder a esses desafios com o anúncio do Evangelho. Sem perder a fidelidade do Evangelho, mas tem de atualizá-lo. Como fazer? Com que linguagem? De que maneira? Esses são os grandes desafios que nós temos pela frente.

Qual legado o papa Bento 16 deixará para a igreja?

Ele nos deixa um legado muito rico quanto ao magistério. Grande teólogo, grande pensador, mesmo antes de ser papa, como sacerdote, como professor em uma das principais universidades da Alemanha. Depois, como cardeal em Munique e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ele publicou muitos textos, muitos livros.

Como papa, infelizmente não deixou as três encíclicas que esperávamos. Deixou uma sobre a caridade, sobre a esperança, mas faltou a encíclica sobre a fé. As homilias, as audiências gerais às quartas-feiras são riquíssimas.

Muitos comparavam o papa Bento 16 aos grandes padres do início da igreja, tamanha a riqueza teológica. Será apreciado ainda mais com o passar do tempo.

O papa Bento 16 é chamado de conservador, mas inovou ao renunciar pela primeira vez em mais de 600 anos. O ato abriu uma discussão sobre os rumos da igreja, como a fala recente de um cardeal escocês a favor do fim do celibato?

Primeiramente, você vê que esse termo conservador/progressista é relativo. Muitas vezes, chama-se um papa de conservador e ele faz inovações extraordinárias.

João 23 (1958-63) era considerado conservador. Ele começou a usar aquela toca que nenhum papa mais usava e estabeleceu o latim para a igreja, para Roma, num sínodo em que ele realizou.

E, no entanto, foi ele quem convocou o Concílio Vaticano 2º, que maior repercussão teve na vida da igreja.

O papa Bento 16 realmente inovou nesse sentido. Ninguém esperava essa renúncia. Sabíamos que o papa estava fragilizado fisicamente, faltava força, vigor, como ele disse, do ponto de vista físico e também de espírito.

Isso todo mundo sentia e via pela televisão, mas não se esperava que viria a renunciar. Foi um gesto de humildade, porque reconheceu as suas limitações e não ficou apegado ao poder. Quantos ficam apegados ao poder mesmo estando doente, que não largam de jeito nenhum, que se acham insubstituíveis?

Foi também um gesto de coragem, porque ele tem consciência da repercussão que teria o seu ato. Estamos vendo pelos meios de comunicação o impacto que a renúncia teve em toda a igreja.

E é um sinal profético. Se nós estamos preocupados com poder, com carreirismo na igreja, como ele fez aceno em algumas homilias, que é um dos pecados da igreja, essa busca do poder que cria divisão na igreja, então ele diz: “Eu renuncio, o cargo não é fundamental pra mim, eu cumpri a minha missão até quando eu podia cumprir. O apego ao poder, as honras, a glória do cargo, entrego a quem conduzir melhor a igreja no momento de hoje”.

Com a consciência tranquila de quem cumpriu seu dever diante de nós. É um exemplo pra todos. Aqui em Aparecida, o papa nos deu um exemplo de humildade, de simplicidade, até um pouco tímido.

O sr. mencionou o carreirismo. Esse é o grande motivo da divisão interna?

O papa Bento 16 fez uma alusão a isso. Muitas vezes a pessoa está usando o seu cargo não para servir. [Mas] muitas vezes, quem sabe, em busca de benesses, até para se promover mais ainda.

Ele não citou nomes, mas deu a entender que a comunhão é fundamental na igreja, que é fundamental entender na igreja que todo cargo é serviço, serviço à igreja, à comunidade, à sociedade.

Cargo na igreja não é honra, não é poder no sentido como entendemos, de opressão às outras pessoas, ou de ser favorecido pelo cargo. Nesse sentido, a sua renúncia é um gesto profético.

Em 2007, o sr. disse que havia chegado a hora de a América Latina evangelizar a Europa. Essa percepção deveria ser levada em conta na escolha do papa?

Eu digo sempre que o continente não é decisivo, mas a América Latina está contribuindo hoje para a evangelização da Europa, da África, da Ásia. É um fato, é verdade.

Quantos brasileiros hoje, padres, membros de novas comunidades e leigos consagrados estão na Europa no campo da evangelização, da comunicação?

Então a América Latina está contribuindo para a Europa, embora não tanto quanto nós gostaríamos.

Mas isso não quer dizer que seja o critério decisivo para a escolha do papa.

Então quais são esses critérios?

Um perfil que atenda às necessidades de hoje da igreja. Isso se faz num processo de discernimento, num clima de oração e reflexão, de partilha de experiências durante o conclave, talvez até antes do conclave, nos contatos entre os cardeais.

É muito difícil antecipar isso, mas, de um modo geral, é uma pessoa de experiência pastoral, de diálogo, que promova o diálogo no mundo de hoje entre os povos, entre as religiões, cristãs e não cristãs, uma pessoa sensível aos problemas sociais. E preparado também do ponto de vista teológico, filosófico, intelectual. É um conjunto de elementos.

Como presidente da CNBB, o que o senhor quer falar ao novo papa?

Os nossos anseios são de uma igreja missionária, dinâmica, uma igreja capaz de renovar-se para cumprir sua missão, que quer justamente estar no estado permanente de missão. Essa missão não é só dos bispos, mas de todo cristão e de todo batizado.

Uma igreja solidária com os pobres sobretudo, que esteja a serviço do mundo, e não o mundo a serviço da igreja.

Fonte: CNBB


Ex-núncio apostólico no Brasil será o secretário do Conclave

 
O atual secretário da Congregação para os Bispos, dom Lorenzo Baldisseri, que foi núncio apostólico no Brasil entre 2002 e 2012, terá uma atuação importante no Conclave que vai eleger, no próximo mês, o sucessor de Bento XVI. Como também ocupa o cargo de secretário do Colégio Cardinalício, o bispo assumirá a função de Secretário do Conclave.

De acordo com o número 46 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, que determina como deve ser realizada a eleição do novo papa, é o Secretário do Colégio Cardinalício quem desempenha as funções de Secretário da assembleia eleitoral. O único brasileiro que ocupou esta função foi o Cardeal Lucas Moreira Neves (1979-1987). Porém, durante o seu mandato, não foi realizado nenhum Conclave.

Fonte: CNBB

(1Cor 12,4-5)

Há diversidade de dons, de ministérios, diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. (1Cor 12,4-6)

domingo, 24 de fevereiro de 2013


2º Domingo da Quaresma - Comentário litúrgico



O trecho do EVANGELHO deste domingo trata da iluminação que Jesus recebeu sobre a realização da sua missão, que acontecerá não em meio ao triunfalismo, mas através do serviço, da humilhação e da cruz. Jesus procura conscientizar os seus discípulos a respeito de tal projeto, mas só depois da ressurreição é que eles vão conseguir entender tudo.
A SEGUNDA LEITURA continua o ensinamento do Evangelho e convida o cristão a enfrentar a morte, em solidariedade a Jesus e aos seus semelhantes.
A PRIMEIRA LEITURA, em sintonia com a liturgia deste domingo, apresenta o ancião Abraão, que pela sua fé em Deus, recebeu a promessa de uma terra e de uma numerosa descendência.
Assim como aconteceu com Abraão, nós os cristãos, se tivermos a incondicional confiança em Deus, poderemos, sim, aos olhos de alguns, dar a impressão do fracasso, mas na verdade realizar-se-á o que Eterno pretende.

 Evangelho (Lc 9,28b-36)
Comecemos a refletir sobre as Sagradas Escrituras, a partir do Evangelho. Esta passagem é interpretada por alguns como uma breve antecipação da experiência do paraíso concedida por Jesus a um grupo de amigos discípulos, com o objetivo de prepará-los para suportar as duras provas da sua paixão.
Prestemos atenção aos detalhes pedagógicos indicados pelo evangelista Lucas.
Primeiro detalhe: Antes de tudo, ele revela Jesus indo á montanha para rezar (v. 28). É durante um destes períodos espiritualmente intensos que Jesus, com clareza, toma consciência de que foi escolhido para salvar os homens, não através da vitória, mas da derrota. É, pois, compreensível que ele se questione sobre o caminho que o Pai quer que ele percorra. Por isso “sobe a montanha para orar”.
Segundo detalhe: Lucas mostra que durante a oração, o rosto de Jesus muda de aspecto (v. 29). Todo encontro autêntico com Deus deixa marcas visíveis no rosto do homem. Quem é que não reconhece que, após um encontro catequético bem feito, porque foi bem preparado, bem como um momento eucarístico “bem celebrado”, todos voltam para suas casas mais felizes. Também os nossos corações e semblantes ficam resplandecentes nessas circunstâncias, não é assim?
Terceiro detalhe: aparecem dois personagens: Moisés e Elias (vv. 30-31). Eles simbolizam a Lei e os Profetas. Sem Jesus o Antigo Testamento se torna incompreensível, como também Jesus sem o Antigo Testamento permanece um mistério.
Quarto detalhe: Os três discípulos – Pedro, Tiago e João, o que entendem de tudo o que está acontecendo (vv. 32-33)? Há aqui uma minúcia surpreendente: quando se trata de problemas relacionados com a paixão e morte de Jesus, estes três discípulos sempre são dominados pelo sono. É estranho! Por que nos momentos mais cruciais os seus olhos estão sempre pesados de sono?
Tal comportamento é compreensível: Indica que eles não entendem nada do que está se passando com Jesus. É que para eles, só interessa o Jesus glorioso. Agora, porém, quando se trata da doação da própria vida, eles não querem entender.
Quinto detalhe: As três tendas. As três tendas talvez signifiquem o desejo de Pedro de parar para perpetuar a alegria experimentada num momento de intensa oração na companhia do Mestre. Certamente passamos pela mesma experiência. Os problemas e dramas concretos que devemos enfrentar nos atemorizam.
Depois de termos descoberto na oração o caminho que devemos percorrer, temos que iniciar a caminhada em companhia de Jesus, que sobe para Jerusalém para doar a própria vida.
Sexto detalhe: As nuvens. Na concepção bíblica, indica a presença de Deus. Os discípulos compreenderam também que esse será o destino deles. Por isso eles têm medo.
Sétimo detalhe: Da nuvem sai uma voz. É a interpretação de Deus sobre tudo o que aconteceu. O Pai não só reconhece o seu Filho, mas tem a seu respeito, como sendo o “eleito” e  “servo fiel”, no qual ele se compraz.
Oitavo detalhe: Jesus fica sozinho. Moisés e Elias desapareceram. O que significa isto? A Palavra de Jesus agora é o suficiente para a comunidade.
Concluindo: Não é nada fácil acreditar na proposta de Jesus. Muito menos segui-lo. Pedro, Tiago e João, após descer da montanha, “naqueles dias calaram-se e a ninguém disseram coisa alguma do que tinham visto” (v. 36). Nós, hoje, saindo das nossas igrejas, podemos, ao invés, anunciar tudo o que a fé nos permitiu: quem doa a própria vida por amor, entra na glória de Deus.

ü II leitura (Fl 3,17-4,1)
     “Já vos disse muitas vezes, e agora repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo”. Quem são os inimigos de Cristo, na compreensão de Paulo? Os ateus? Não, são ao invés, alguns cristãos da comunidade de Felipe. Eles reduzem a fé ao compromisso de algumas práticas tradicionais: circuncisão, abstenção de alguns alimentos, jejuns. Mas também há cristãos que “se comportam como inimigos de Cristo” (v. 18).
     Mas então, o que devemos fazer para sermos “amigos da cruz de Cristo”? “Os amigos da cruz de Cristo” renunciam a tudo o que nega o seu projeto de vida, pois sabem que são estrangeiros nesta terra, viajantes, nômades como Abraão, a caminho de uma nova realidade.

ü I leitura (Gn 15,5-12.17-18)
     Abraão é um nômade, esposo de Sara, que partiu de um país distante, durante anos se deslocou de um lugar para outro, como um retirante sem rumo. Já está velho e não tem filhos. Mas, num certo dia, recebe uma revelação do Senhor, que lhe promete as duas coisas que ele sempre desejou, mas nunca conseguiu: um pedaço de chão (vv. 7.10) e uma descendência numerosa como as estrelas do céu (9 v. 5).
     Por que Deus fez estas promessas? Na concepção dos rabinos, Abraão tinha atraído as bênçãos do Senhor porque tinha cumprido obras de misericórdia e de justiça. Abraão teve, como único “mérito” – posterior, não anterior – “confiar no Senhor e o Senhor lho imputou para justiça” (v. 6). Abraão manteve esta confiança sem limites no seu Deus.
         A leitura descreve a resposta do Senhor a esta fé: depois de ter feito a sua promessa, Deus cumpre um rito para sancioná-la.
       Segundo os costumes dos antigos povos da Mesopotâmia, quando alguém queria fazer uma promessa muito comprometedora, era realizada esta cerimônia: tomava-se um animal que era esquartejado; as pessoas envolvidas no juramento de fidelidade passavam entre os pedaços de carne, pronunciando esta fórmula: “Se eu quebrar a aliança, aconteça-me o mesmo que aconteceu a este animal”.
         Na segunda parte da leitura (vv. 9-17) se diz que Deus quis confirmar as suas palavras, cumprindo este rito de aliança. O Senhor exige que Abraão mate alguns animais e coloque as suas carnes nos dois lados de uma vereda; em seguida, como uma chama de fogo, ele passou no meio das vítimas.
         Vejamos bem: Deus cumpriu o gesto da aliança. Não precisou que Abraão passasse no meio das carnes dos animais. A promessa de Deus foi feita sem qualquer condição: ele não exigiu nada em troca.

Pe. Francisco de Assis Inácio
Pároco da Paróquia da Imaculada Conceição
Nova Cruz - RN

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


“Deus é caridade: da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo forma, para ela tudo tende” (Papa Bento XVI)


   
O papa Bento XVI durante os seus oito anos de pontificado deixou um verdadeiro legado. Suas obras científicas permearão pela eternidade como um aprendizado para as atuais e futuras gerações. Como membro de várias academias científicas da Europa, e com oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, o Santo Padre sempre foi um intelectual, e profundo conhecedor da essência humana.

Na Carta Encíclica, Caritas in Veritate, dos documentos pontifícios, Bento XVI chama a atenção para temas contemporâneos como os desvios e esvaziamento do sentido da caridade na atualidade, que a excluem da vida ética, e ainda impedem a sua correta valorização. No documento intitulado “O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, Bento dedica aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, fiéis leigos, e a todos as pessoas de boa vontade, uma intensa reflexão sobre a caridade, via mestra da doutrina social da Igreja.

“A caridade é amor recebido e dado; é graça. A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor, que, pelo filho, desce sobre nós. É amor criador pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados.”. Descreve um trecho da Carta.

Perante uma realidade de um mundo cada vez mais individualista, o Sumo Pontífice faz um chamamento ao “bem comum”. “Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele “nós-todos”, formados por indivíduos, famílias e grupos intermediários que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade.”

O papa ainda questiona o sentido e os critérios que a sociedade se baseia para “diferenciar” os seres humanos. “A vocação ao progresso impele os homens a “realizar, conhecer e possuir mais, para ser mais”. Aqui levanta-se o problema, sobre o que significa “ser mais”? Para responder a esta indagação Bento XVI lembra Paulo VI: “O que conta para nós é o homem, cada homem, cada grupo de homens, até se chegar à humanidade inteira”.

Fonte: CNBB

CF 2013 tem site oficial



A Equipe de Comunicação da Campanha da Fraternidade (CF) 2013, formada por jovens que representam pastorais, movimentos, comunidades de todos os cantos do país, criou um espaço importante para a partilha das ações da Campanha. É o hotsite www.cf2013.org.br, que aliado aos perfis nas redes sociais, visa colaborar na mobilização da Igreja no Brasil na reflexão do tema “Fraternidade e Juventude”.

“Fundamentados no texto-base, vamos movimentar a CF 2013 com uma linguagem diferenciada, própria de nós jovens”, afirma a equipe na apresentação do hotsite. Além de oferecer os subsídios da Campanha, o espaço traz artigos e notícias sobre as iniciativas nos quatro cantos do país.

Os jovens podem colaborar com o hotsite, enviando a notícia de como está sendo realizada a Campanha em sua diocese, paróquia, congregação, movimento ou comunidade. Basta clicar na aba “Seja um correspondente”. A coordenação é da equipe “Jovens Conectados”, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

A CF é uma proposta evangelizadora da Igreja Católica desenvolvida na quaresma em preparação para a Páscoa. A campanha tem a missão de despertar o espírito comunitário e cristão; educar para a vida em fraternidade; e renovar a consciência da responsabilidade social.

Fonte: CNBB

ECC de Nova Cruz realizará carnaval fora de época



 Foto: Carnaval do ECC realizado em 2012


Os Casais do ECC da Paróquia de Nova Cruz promoverá carnaval fora de época, dia 2 de março, no Lions Club, a partir das 20 horas. A entrada é a compra da camiseta do evento que já está a venda com membros da equipe dirigente, na Drogaria Confiança e na loja Mulher Moderna. 

A camiseta custa apenas R$ 10,00. A animação ficará por conta da Orquestra de Frevo Pé no Chão de Nova Cruz. Alegria, descontração, diversão e momento de confraternização fazem parte da programação. Este ano é o terceiro carnaval do ECC, sendo o primeiro fora de época.